Ao receber líder da oposição da Venezuela, Aécio defende referendo no país

“Se o impeachment é uma previsão constitucional no Brasil o referendo é uma previsão constitucional na Venezuela”, disse o presidente nacional do PSDB

Acompanhe - 14/06/2016

Foto 5 - OrlandoBritoEstamos recebendo com muito respeito, mas também com grande preocupação, a visita do amigo Henrique Capriles, ao lado dos seus companheiros da Venezuela. Estão aqui os vários senadores que participaram da nossa visita alguns meses atrás a Caracas e o que queremos para a Venezuela é o que queremos para o Brasil: respeito à Constituição.

Digo sempre que, quando se fala em democracia, em respeito aos direitos humanos, não existe fronteira. As fronteiras não nos separam, ao contrário. E tenho absoluta convicção e vou tomar a iniciativa de solicitar ainda hoje um encontro com o presidente Michel Temer para este grupo de senadores, para que a posição do Brasil na reunião da próxima semana da OEA seja diametralmente oposta à omissão, a meu ver criminosa, com que o Brasil conduziu sua política externa – sobretudo em relação à Venezuela – durante os últimos anos.

É claro que as razões pelo agravamento da crise da Venezuela em grande parte são internas. Mas a presença do Brasil, a força, a influência do Brasil, poderiam ter minimizado o agravamento da crise na Venezuela se tivesse tomado decisões corretas, se tivesse tido uma postura que não a da omissão e a da conivência ao longo dos últimos anos.

Se mudou o governo do Brasil, é fundamental que mude também a nossa postura em relação a nossos vizinhos. Tenha certeza que vamos estimular o presidente Michel Temer, como tenho certeza vai estar estimulado o chanceler José Serra, para que a posição do Brasil seja em defesa da democracia e do respeito à Constituição na Venezuela. Se o impeachment é uma previsão constitucional no Brasil, e ele está ocorrendo, e a votação ocorre, o referendo é uma previsão constitucional na Venezuela e, portanto, há que ser respeitado.

O sr. vai ter esta mesma posição em relação ao Mercosul, porque há uma iniciativa semelhante no Mercosul?

Essa é uma iniciativa que deve ser conduzida pelo governo. Mas a nossa posição, e falo como presidente do PSDB, é exatamente esta. Países que não respeitam as cláusulas democráticas, obviamente não devem participar do Mercosul.

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14/06/2016
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