Financiar ditadura cubana em pleno século XXI merece repúdio, afirma deputado

Acompanhe - 28/01/2014

bittarBrasília – O 1º Secretário da Mesa da Câmara, deputado Márcio Bittar (AC), classificou nesta terça-feira (28) de “vergonhosos” os sucessivos investimentos feitos pelo governo brasileiro em Cuba enquanto o Brasil tem carências em várias áreas, inclusive na infraestrutura. Nessa segunda-feira (27), por exemplo, a presidente Dilma inaugurou no país caribenho o porto de Mariel, em sua maioria financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Brasil liberou cerca de R$ 2 bilhões para erguer as estruturas que tornaram o terminal portuário o 3º maior do continente. Segundo dados recolhidos pelo Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos políticos do PSDB, o valor equivale ao triplo do destinado pelo banco para melhorias e ampliações no Porto de Suape, em Pernambuco.

O tucano criticou os gastos do governo do PT na ilha, superiores aos aplicados em muitos empreendimentos no Brasil. O parlamentar chamou a atenção ainda para convênio assinado em 2012 pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, determinando que os empréstimos feitos a Cuba passem a ter cláusula de confidencialidade, com eventual detalhamento apenas na próxima década. “Portanto, não há outra palavra a não ser dizer que é isso é um absurdo, uma vergonha para o Brasil”, reprovou. “O financiamento a uma ditadura cubana em pleno século XXI é merecedora do mais profundo e verdadeiro repúdio”, completou Bittar.

Em editorial publicado nesta terça, o jornal “Correio Braziliense” ressalta que a inauguração do porto cubano ocorre pouco menos de um ano depois que a Sunrise, uma das maiores tradings chinesas importadoras de soja, ter comunicado aos exportadores brasileiros o cancelamento de uma encomenda de 2 milhões de toneladas do grão em razão de atrasos inaceitáveis no Porto de Santos. A mercadoria deveria iniciar viagem para a China em fevereiro, mas, na melhor das hipóteses, seria acomodada a bordo em abril. Os chineses, que já haviam tido prejuízos com o atraso de dois embarques anteriores, preferiram abrir mão do preço do grão brasileiro em favor do melhor funcionamento dos despachos pela Argentina.

Bittar é um crítico severo dos aportes seguidos do Brasil no país comandado pelos irmãos Castro. “A ditadura não trouxe avanços nenhum e o governo brasileiro afronta a democracia, a liberdade e o estado de direito democrático, tirando o suor do povo brasileiro para manter essa ditadura. Isso merece o mais veemente gesto de protesto por Dilma estar tirando dinheiro do brasileiro para ajudar a sustentar este regime”, reprovou.

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O parlamentar disse ser favorável à contratação de médicos para o Brasil, independente de suas nacionalidades. No entanto, chama a atenção para o formato do acordo com os cubanos quanto ao pagamento, no qual a maior parte da bolsa é destinada à ditadura cubana, e não os profissionais que vieram para cá. Em dezembro de 2013, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, disse que numa gestão tucana os cubanos continuariam trabalhando no país, mas receberiam diretamente o salário de R$ 10 mil, pois o partido não financiaria “uma ditadura através de um projeto de saúde”.

Do Portal do PSDB na Câmara

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28/01/2014
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