Alckmin quer usar projeto realizado em São Paulo para amenizar insegurança no país

Notícias - 30/09/2018

A sensação de insegurança está cada vez mais presente em boa parte das cidades brasileiras. Com isso, a população espera por soluções ágeis para amenizar a violência que assola o país. Desta forma, a preocupação com a segurança pública virou item a ter atenção primordial na agenda do próximo Presidente da República. Porém, além de boas propostas, é necessário experiência para conduzir o Brasil para fora da incessante poça de sangue em que se encontra.

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, possui todas as qualificações necessárias para solucionar o problemas de insegurança do Brasil: ideias viáveis e com histórico de sucesso de implantação no mais importante estado do país. Enquanto governador de São Paulo, o tucano fez a segurança pública paulista andar na contramão do país, passando de penúltima colocada no ranking nacional para a mais segura entre todas as federações.

Enfrentando o problema com a autoridade necessária, Alckmin combateu duramente a criminalidade, transformando a taxa de homicídios de São Paulo na menor do Brasil. Nos 17 anos do tucano à frente do governo, foram 130 mil vidas poupadas e nenhum criminoso famoso solto nas ruas. “O estado tinha um índice de 13 mil assassinatos e reduzimos para 3.503. São 10 mil vidas salvas por ano, enquanto o Brasil teve um triste recorde de 63 mil assassinatos”, frisou o presidenciável.

A nível nacional, a proposta é criar um Programa Nacional de Redução de Homicídios, com foco especial nas localidades com índices acima de 40 homicídios por 100 mil habitante. Uma ação nas 150 cidades mais violentas do país está prevista nos primeiros meses de governo. “Vou pegar esses locais e fazer uma força-tarefa com investigadores, tecnologia, gestão e meta para resultado, trazendo as prefeituras também para trabalharem em parceria”, detalhou.

Outro caminho adotado pelo candidato tucano para deixar São Paulo mais segura foi aumentar o efetivo policial nas ruas dos municípios paulistas. A atual tropa de segurança conta com 118.249 policiais – 85.562 militares, 29.139 civis e 3.548 técnico-científicos -, e é maior do que o contingente das Forças Armadas da Argentina, por exemplo. O governo de Alckmin foi responsável pela contratação de 32 mil novos policiais entre 2011 e março deste ano.

O avanço tecnológico também fez parte do projeto de Geraldo para a segurança pública. Uma de suas ações foi trazer o Detecta, o mesmo sistema de monitoramento utilizado pela polícia antiterrorismo de Nova York. Com o maior big data da América Latina, São Paulo prendeu 6.368 suspeitos com auxílio da tecnologia. O ex-governador paulista também aprimorou a Delegacia Eletrônica dobrando sua capacidade. Atualmente, a ferramenta on-line registra 1,3 milhão de boletins de ocorrências.

Além de replicar as ações impostas em São Paulo, Alckmin pretende adotar outras soluções para amenizar a violência em todo o país. A maior fiscalização dos 17 mil km de fronteiras secas do país, restringindo assim a entrada de drogas e armas, é a principal diretriz. “Precisamos cuidar desses locais porque tráfico é crime federal. Agir firme com tecnologia, inteligência e diplomacia. O crime não tem fronteira. Vamos chamar os países vizinhos e fazer uma articulação latino-americana”, explicou.

Em sintonia com a solução, o presidenciável tucano acena com a criação de uma Guarda Nacional em substituição à Força Nacional. A diferença é simples: ao invés de ter um efetivo transitório e temporário, o novo modelo, que inicialmente teria cinco mil agentes, seria fixo e especializado. “A Força Nacional empresta o PM de um estado para outro. De onde você tira faz falta e ele vem para um estado desconhecido. A Guarda Nacional em caráter permanente será composta de conscritos das Forças Armadas”, continuou

Os meios para deixar o país mais seguro já são conhecidos por Geraldo Alckmin e não serão implementados através da bala. “O Governo Federal vai liderar o trabalho. Enfrentaremos a violência com inteligência, integrar as informações dos estados em uma agência nacional. Dá para buscar recursos e investir em segurança”, ressaltou o candidato, defendendo alterações no Código Penal. “A política de segurança paulista é exemplo. Vou mudar a Lei de Execuções para acabar com saidinhas e endurecer pena”, apontou.

Reportagem Danilo Queiroz

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30/09/2018
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