Imprensa- 15/01/2017

Arrecadação brasileira encolhe R$ 172 bilhões em três anos, o equivalente a duas vezes o PIB do Paraguai

economia, PIB FOTO Marcos Santos:USP ImagensBrasília (DF) – Além da volta da inflação e dos milhões de brasileiros desempregados, a crise econômica conduzida pelas gestões petistas fez com que a arrecadação do país encolhesse o equivalente a quase duas vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai em três anos. A perda de receita, em termos reais, chegou aos R$ 172 bilhões entre 2014 e 2016. As informações são de reportagem publicada neste domingo (15) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Enquanto a arrecadação de 2013 somou R$ 1,254 trilhão, em valores corrigidos pela inflação, a receita líquida de 2016, estimada pelo governo nos últimos dias dezembro, ficou em R$ 1,082 trilhão, uma queda real de 13,7% no período. Mas, segundo cálculos do especialista em finanças públicas e economista da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero, o prejuízo poderia ser ainda maior. Não fosse o dinheiro da repatriação de recursos não declarados no exterior, que no ano passado foi de R$ 45 bilhões, o recuo da arrecadação poderia ter chegado aos 16,2%.

Vale destacar que a queda na arrecadação tem ligação direta com o recuo da atividade econômica. Isso porque, com a produção e as vendas menores, as empresas também recolhem menos impostos. As despesas do governo crescendo no mesmo período resultaram nos rombos crescentes e sucessivos do governo federal: o salto foi de R$ 17,2 bilhões em 2014 para cerca de R$ 170 bilhões no ano passado.

Outro fator que contribui para a queda da arrecadação é a inflação mais baixa que a estimada para este ano, que apesar de positiva para a economia, abre espaço para a queda dos juros, o que exige despesas ainda menores do que o teto de gastos para que a meta estabelecida pelo governo seja cumprida.

“Não haverá receitas para cobrir as despesas com ou sem teto”, avaliou Fernando Montero. “Nada é fácil numa economia que recuou quase oito pontos de PIB em três anos, precisava desinflacionar seis pontos de IPCA e perdeu dois Paraguais em receitas federais”, completou o economista.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

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23/06/2017