Brasil tem de acabar com prisão para animais, diz Tripoli

Notícias - 08/08/2017

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizou, nesta terça-feira (8), audiência pública sobre o sucateamento dos zoológicos brasileiros e sua nova utilidade a favor da fauna nacional. O líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), defendeu o fim da “prisão perpétua” a animais que vivem enjaulados em zoológicos.

O conceito tradicional de zoológico está ultrapassado e não tem mais razão de existir, afirmou o líder. Para Tripoli, é preciso garantir dignidade aos animais. O tucano citou o exemplo de um grupo de Cuiabá que faz um trabalho positivo com elefantes.

A proposta é levar os bichos para uma fazenda, onde ficarão soltos. Câmaras espalhadas pelo terreno transmitirão imagens da rotina dos elefantes em tempo real para um centro de visitantes. “As pessoas poderão se familiarizar com os animais mesmo a distância”, afirmou o deputado.

Segundo o líder, o Brasil não pode mais permitir que animais passem a vida enclausurados em espaços precários. “Não podemos ser coniventes com a prisão perpétua de animais”, ressaltou. Tripoli chamou atenção para o caso do zoológico de Recife (PE), onde as onças vivem em espaços muito restritos.

O deputado Daniel Coelho (PSDB-PE) também chamou atenção para as condições de maus-tratos observadas na visita ao zoo da capital pernambucana. Segundo ele, o local tem passado por transformações após a mobilização da bióloga Gabriela Leite e outros defensores.

O tucano lembra que no século 18, europeus levavam índios do Brasil para expor em outros países, da mesma forma com que o homem trata os animais atualmente. “O zoológico em si já é inadequado. Parte do pressuposto da utilização do animal como objeto de lazer”, completou.

De acordo com a Lei n° 7.173/1983, considera-se jardim zoológico qualquer coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro ou em semiliberdade e expostos à visitação pública. No requerimento em que propõe o debate, é defendido o conceito de zoológico como sendo arcaico e que remonta à Inglaterra imperialista, onde era comum os navegadores trazerem animais como troféus de suas expedições.

*Do Portal do PSDB da Câmara.

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08/08/2017
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