Com Etecs como referência, ensino técnico vira porta de entrada para o mercado de trabalho no país

Notícias - 24/09/2018

Ingressar no mercado de trabalho de forma efetiva é o principal desafio de muitos jovens brasileiros. A crescente taxa de desemprego que assola o país torna esta tarefa cada vez mais complexa. Com a competitividade mais acirrada, cada detalhe passa a ser um diferencial e uma formação técnica passa a ser um importante caminho para obter uma uma boa vaga de emprego antes mesmo de se iniciar um curso superior.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a taxa de desemprego está maior entre os jovens, com 39% dos brasileiros entre 18 e 24 anos sem emprego. Em São Paulo, as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e as Faculdade de Tecnologia (Fatecs) vão na contra-mão do índice e encaminham cerca de 70% dos seus alunos ao mercado de trabalho com menos de um ano de formados.

Durante o governo de Geraldo Alckmin no estado paulista, o modelo de ensino teve atenção prioritária com a expansão das unidades. Hoje, são 223 Etecs e 71 Fatecs espalhadas em diversos municípios paulista, atendendo, juntas, mais de 290 mil alunos matriculados em todo o estado. Nas unidades, os alunos realizam ensino médio de alta qualidade podendo optar pela conciliação com aulas técnicas e preparatórias para o mercado de trabalho

“Temos a melhor rede de ensino técnico e tecnológico de toda a América Latina. Os alunos saem com os dois diplomas”, explicou o presidenciável. Juntas, as unidades oferecem 220 cursos profissionalizantes em áreas como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Automação Industrial, Gestão Ambiental, Big Data no Agronegócio, Jogos Digitais, Têxtil e Moda.

O deputado federal Floriano Pesaro (PSDB-SP) ressaltou a importância de se investir no ensino técnico e enalteceu o trabalho realizado em São Paulo. Para ele, é preciso expandir as unidades, preparando melhor os jovens para o ingresso no mercado de trabalho. “É um modelo da rede pública estadual de educação que promove ensino gratuito e de altíssima qualidade. As escolas estaduais preparam e muitos alunos conseguem ingressar”, elogiou.

O parlamentar tucano reforçou ainda a necessidade de se mudar a postura de investimento do Governo Federal na área educacional, destinando parte dos recursos disponíveis no ensino técnico. “Quando os governos percebem isso eles conseguem avançar. O estímulo deve ser dado também pelo Ministério da Educação. Hoje, se preocupam muito mais com a educação superior”, criticou.

O deputado federal paulista acredita ainda que se vendeu a ilusão de que haveria universidade para todos no país, mas isso não ocorre na prática. “É uma grande mentira. Muitas vezes até não há necessidade de fazer cursos superiores. Quase 70% dos estudantes das escolas técnicas saem com algum tipo de emprego”, avaliou. “É preciso repensar os gastos, uma vez que o Brasil gasta 6% do PIB com educação”, completou.

Em um cenário de avanço das tecnologias, o mercado de trabalho passou a apresentar novas funções e demandas. Mais acessível, o ensino técnico passou a ser a principal porta de entrada de jovens no mercado de trabalho. Do ponto de vista das empresas, a mão de obra formada em cursos técnicos e profissionais passou a ser primordial e bastante cobiçada, proporcionando, ainda, oportunidades de crescimento para os estudantes.

Reportagem Danilo Queiroz


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24/09/2018
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