Combate às fake news cabe ao TSE e aos cidadãos, defendem deputados tucanos

Notícias - 18/06/2018

Deputados da bancada tucana na Câmara alertam para a importância de o eleitor ajudar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate às fake news durante a campanha eleitoral. O presidente da Corte e ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, declarou que o tribunal agirá com rigor ao não tolerar a propagação de notícias falsas com o propósito de prejudicar candidatos.

As fake news já vêm sendo tema de debates na Câmara, principalmente na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Titular do colegiado, o deputado Rodrigo de Castro (MG) acredita que a propagação da mentira pela internet enfraquece o sistema democrático. E que os abusos cometidos com a sua divulgação precisam ser investigados. “É importante, no entanto, estar atento para que não se cause um embaraço e uma censura à internet”, diz ele.

Plataformas como o Google e o Facebook assinaram um termo de compromisso com o TSE para tirar do ar conteúdos “falsos” a partir de notificação da Corte. Uma campanha orientando o cidadão a identificar notícias falsas e evitar seu compartilhamento também está sendo preparada pelo tribunal. O deputado federal Izalci (DF) aposta na checagem de informações por quem as recebe como o principal instrumento contra a mentira na campanha. “Mas não basta só ter leis. É preciso, além de tudo, identificar as origens e punir os responsáveis. ”

Neste sentido, o PSDB nacional incluiu em sua página um espaço para receber denúncias sobre notícias falsas divulgadas na internet. O endereço é www.psdb.org.br/denuncie.

A orientação para evitar a difusão das fake news é de que todo o conteúdo recebido, principalmente por e-mail e por mensagens de texto no celular, seja lido e checado antes de encaminhado. Ler apenas o título e repassar todo o resto é um erro comum que deve ser evitado.

“Sempre que uma informação chamar a atenção é preciso checá-la nos sites de notícias e identificar se as fontes mencionadas são verdadeiras”, reforça Rodrigo de Castro. Mensagens ou vídeos com excesso de drama ou emoção no seu conteúdo requerem desconfiança na avaliação.

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18/06/2018
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