Em 2012, PSDB alertava sobre políticas do PT para a economia

Notícias - 16/06/2017

Os brasileiros que sofrem hoje os efeitos de uma crise econômica sem precedentes, que levou o Produto Interno Bruto (PIB) do país ao patamar negativo e deixou mais de 14 milhões de desempregados, são a prova dos estragos que a incapacidade de seus governantes pode causar. Os erros cometidos pelos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff custaram ao Brasil anos de atraso. Não por falta de aviso. Como maior partido de oposição, o PSDB alertou sistematicamente, ao longo dos anos, que as desesperadas tentativas da gestão PT de reativar a economia não dariam resultado.

Há seis anos, em maio de 2012, o partido já se mostrava preocupado com o rumo de medidas adotadas pelo governo federal para estimular a economia. Na época, o então líder do PSDB na Câmara, atual ministro das Cidades Bruno Araújo (PE), advertiu que em vez de trabalhar para reduzir a carga de impostos e os excessivos gastos com a máquina pública, a gestão de Dilma Rousseff seguiu a mesmíssima linha adotada pelo seu antecessor, Lula, durante a crise econômica de 2008: lançou um pacote de incentivos e promoveu o consumo.

“É com grande preocupação que estamos assistindo ao grau de endividamento da família brasileira e à falta de criatividade do governo de buscar outros mecanismos de estímulo à economia. É óbvio que a redução da taxa de juros é importante. Mas onde estão as macro decisões de redução da carga tributária, de diminuir os excessos e os gastos de custeio do governo central?”, questionou o tucano.

Araújo criticou ainda a reciclagem da solução proposta pelo governo federal. “Nenhuma inovação. Estamos assistindo ao mesmo filme de 2008, quando, em plena crise mundial, o Planalto adotou essa medida. O remédio repetido a longo prazo pode não fazer efeito ou comprometer o doente. A sociedade tem hoje quase 45% de sua capacidade financeira comprometida com dívidas. O endividamento na classe C pode alcançar 60% dos rendimentos. O grau de inadimplência começa a chamar a atenção de todos”, avaliou.

Gestão apática

A demora da ex-presidente cassada Dilma Rousseff em apresentar soluções para a crise iminente afundou o Brasil em dados negativos, enquanto a gestão federal continuava apática. Nem mesmo com os alertas da oposição, de economistas e especialistas do mercado, a equipe econômica do governo reconhecia a situação precária. Em 2013, o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentava fazer a população crer em um cenário irreal: inflação e contas do governo sob controle.

Para o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), a realidade descrita por Mantega não correspondia “àquela demonstrada nas ruas e nem nas análises dos especialistas de mercado”.

“Suas colocações estão completamente deslocadas da realidade. A credibilidade do país está em xeque e a sociedade está nas ruas aos milhões, o que mostra a insatisfação nacional, pois vivemos em um país onde não há investimentos em infraestrutura e que, quando se investe, investe mal”, rebateu o tucano na época, lembrando dos protestos de rua de 2013 que levaram os brasileiros às ruas contra o governo.

Crescimento pífio

O resultado dos sucessivos erros cometidos pela gestão petista à frente da economia foi um crescimento pífio, que involuiu nos anos seguintes para índices negativos.

“Já está mais do que provado que a política econômica da presidente não funciona e, pior, compromete o futuro”, constatou em 2013 o então líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), hoje ministro da Secretaria de Governo. “Qual é a fotografia do governo Dilma? Pibinhos, inflação acima da meta, taxa de juros com aumentos sucessivos, contas externas deterioradas, credibilidade em baixa em virtude do excesso de intervenção e do não cumprimento de metas e previsões”, completou.

Com os alertas dados pelo PSDB ignorados, foi preciso que a presidente da República sofresse um processo de impeachment, pelas chamadas pedaladas fiscais e crime de responsabilidade cometido em seu governo, para a que a economia pudesse enfim ter um alento. Os efeitos negativos da incapacidade petista de gerenciar a economia, no entanto, ainda deverão ser sentidos pelos brasileiros por um longo tempo.

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16/06/2017
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