Em dia de protestos, Serra alerta governo sobre os riscos do radicalismo

Notícias - 16/05/2019
Foto: Agência Brasil

O senador José Serra (SP) usou as redes sociais para comentar a onda de protestos registrados em todo o país por conta do corte de 30% das verbas para institutos e universidades federais. Diante da grande adesão de professores, entidades sindicais, alunos e pais de alunos, o senador fez um alerta sobre os riscos do radicalismo ideológico de setores do governo, que está emperrando o diálogo com a sociedade.

Confira a íntegra da mensagem publicada pelo senador:

“Contra fatos e números não há argumentos.

Se esticar a corda no contingenciamento das despesas da educação, o governo vai paralisar o dia a dia das instituições de ensino público superior do Brasil. Simples assim.

Como o PSDB não aposta no quanto pior, melhor, sugiro ao governo que deixe de lado o seu radicalismo com vistas a construir uma solução coletiva num ambiente de diálogo. É incontestável a grande adesão aos movimentos de hoje por feitos por professores, entidades sindicais, alunos e pais de alunos. É uma das maiores do setor e chegou ao topo dos assuntos mais comentados do twitter.

O governo precisa distensionar rapidamente os ânimos anunciando que não contingenciará nada, até porque 95% da produção científica brasileira é feita em universidades públicas e institutos de pesquisa, federais ou estaduais.

Como senador de São Paulo também sou obrigado a registrar o alerta feito, em nota, pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas, integrado pela USP, Unicamp e Unesp, que respondem por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no Brasil e 35% da produção científica nacional. Além disso, essas instituições se destacam pelas inovações entre as universidades brasileiras e nos rankings internacionais de ensino superior, formando os nossos melhores quadros profissionais em todas as áreas do conhecimento. São instituições que dependem dos recursos públicos da Educação.

Interromper o seu fluxo (de recursos) é equívoco estratégico que impedirá o Brasil de enfrentar e resolver os seus grandes desafios sociais e econômicos.”

Com informações do portal do Instituto Teotônio Vilela (ITV)


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16/05/2019
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