Fábio Sousa alerta para dificuldades no tratamento de câncer pelo SUS

Saúde - 16/07/2018
Foto: PSDB na Câmara

O deputado Fábio Sousa (PSDB/GO) afirmou que os casos de ocorrência de câncer se agravam ano a ano, mas o atendimento continua insuficiente. No plenário da Câmara, o tucano lamentou a recusa de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria as falhas de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a doença é a segunda causa de morte no Brasil. Só em 2013, houve quase 190 mil mortes em decorrência de câncer. A lei estabelece prazo de 60 dias a partir do diagnóstico para o início do tratamento. No entanto, a norma vem sendo desrespeitada em vários estados.

Tendo como base denúncias divulgadas pela imprensa de desvio e má aplicação das verbas existentes, falta de fiscalização das autoridades competentes, descaso do poder público, falta de manutenção dos equipamentos e irregularidade no fornecimento de remédios, dentre outros casos, o parlamentar tucano propôs a criação da CPI.

“Nós vivemos num país onde há estados sem maquinário necessário no SUS para atender caso de quimioterapia ou de radioterapia”, disse ele. Fábio Sousa lamentou a decisão da mesa diretora de não instalar a CPI. O requerimento de criação contou com a assinatura de 184 deputados em apoio à investigação.

O deputado reiterou que na Região Norte há denúncias de que produtos de combate ao câncer estão encaixotados há dois anos. Ele destaca a importância de se começar o tratamento o quanto antes. “E todo mundo sabe que um câncer descoberto no início, é fácil o tratamento, e o êxito é alcançado em 60% dos casos”, afirmou. Para ele, a CPI daria respostas para a sociedade sobre a demora e até mesmo ausência de atendimento médico pelo SUS.

Ao recusar a CPI, a Mesa Diretora da Câmara (por onde passam essas propostas) considerou que pela amplitude de denúncia o tema poderia ser tratado no âmbito das comissões temáticas. Fábio Sousa disse que vai insistir na investigação e debate sobre o assunto.

*Do PSDB na Câmara

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16/07/2018
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