Notícias- 20/03/2017

Favoráveis às investigações da Carne Fraca, Azambuja e Leitão defendem produção nacional

Brasília (DF) – O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB-MT) defenderam neste domingo (19) as investigações acerca da Operação Carne Fraca, no intuito de diferenciar os produtores corretos dos que praticam irregularidades. Os tucanos destacaram que não pode haver “demonização” do setor e se mostraram favoráveis à produção nacional, reconhecida mundialmente por sua eficiência.

Após reunião com o presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, Nilson Leitão , que é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, enfatizou a excelência do país na exportação de carnes e ressaltou a importância do setor na geração de emprego e renda.

“O Brasil tem 4.837 unidades de processamento animal. Dessas, apenas 21 estão citadas na Operação, pelo menos por enquanto. De 11 mil servidores do Ministério da Agricultura, apenas 33 estão envolvidos por desvio de conduta e sendo investigados. O Brasil exporta para 185 países. Nós representamos 40% da exportação de carnes de aves para o mundo inteiro. Nenhum frigorífico de boi ou de suíno está citado na Operação. Não há por que demonizar esse setor que emprega e segura a balança comercial, que gera muito emprego e muita renda para o país. Vamos defender nosso produtor e a nossa produção”, afirmou.

Além de defender a punição de empresários e funcionários corruptos identificados na Operação, Azambuja demonstrou preocupação com a “desqualificação” exagerada da carne brasileira. “Isso é muito ruim, prejudicial ao mercado e ao país. Será que tem algum pano de fundo nisso tudo?”, questionou.

Segundo o governador, o superdimensionamento de “casos pontuais e isolados” são ruins para o Brasil, que já enfrenta resistências de países, como Estados Unidos e Austrália, em razão do crescimento das exportações brasileiras. Para o tucano, “não se pode criminalizar toda a carne brasileira por causa de alguns maus funcionários e empresários corruptos, em prejuízo a toda uma cadeia produtiva”.

Azambuja reiterou ainda que irá se reunir com entidades do setor pecuário e avaliar com o Ministério da Agricultura o impacto da repercussão da Operação, que, segundo ele, descobriu irregularidades “em uma fração mínima da indústria frigorífica”.

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18/07/2017