Notícias- 18/06/2017

Fraudes em fundos de pensão durante a gestão petista geraram perdas de R$ 54 bilhões

Brasília (DF) – Após o esquema de corrupção e cartel na Petrobras investigado pela Lava Jato, a operação da Polícia Federal que mais impressiona pelo volume de prejuízos, quantidade de investigados e de lesados é a Greenfield, que apura fraudes nos fundos de pensão. Segundo as investigações, a conduta de 50 grupos econômicos durante a gestão petista gerou prejuízos de R$ 53,8 bilhões, que afetam as vidas de quase dois milhões de funcionários públicos na ativa e aposentados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Para se ter uma ideia, quando a operação foi deflagrada, em março deste ano, os investigadores estimavam que dez grupos estariam envolvidos, com um prejuízo aproximado de R$ 8 bilhões. A real extensão do esquema, à medida que novas provas foram surgindo, surpreendeu a todos. “Os prejuízos e os valores (envolvidos) são muito altos”, afirmou o procurador da República Andrey Borges de Mendonça.

Agora, a investigação cresceu a tal ponto que a Greenfield englobou os resultados de outras duas operações, a Cui Bono, que avalia a cobrança de propina na liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal, e a Sépsis, que investiga um suposto esquema de pagamento de propinas para liberação de recursos do FI-FGTS, mantido com dinheiro dos trabalhadores. Isso porque as três operações investigam a gestão e o dinheiro dos chamados investidores institucionais, que incluem grandes fundos de pensão de estatais como o Previ, do Banco do Brasil, e o Petros, dos funcionários da Petrobras.

É preciso lembrar que a maior parte dos recursos desviados pertence a assalariados de empresas privadas e servidores, como bancários e professores de escolas públicas, que foram surpreendidos pelos prejuízos. No Funcef, por exemplo, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, o déficit chega a R$ 17 bilhões, e será compartilhado entre empregados e aposentados.

Nas origens do rombo está um investimento de mais de R$ 1 bilhão na Sete Brasil, empresa de sondas para a exploração do pré-sal que se revelou como um dos focos da corrupção investigada na Operação Lava Jato.

Leia AQUI a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

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23/06/2017