Notícias- 18/04/2017

À frente da Seppir, Juvenal Araújo busca ações para reduzir desigualdade racial

Brasília (DF) – O titular da Secretaria Especial de Promoção das Políticas de Igualdade Racial, Juvenal Araújo, participou, nos últimos dias, de uma série de encontros voltados à qualificação profissional de negros e à melhoria da qualidade de vida da população indígena. Em reunião na última quarta-feira (12) com o diretor do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir), Francisco Quintino, e o Secretário de Promoção da Igualdade Racial da Federação dos Trabalhadores da Alimentação de São Paulo, Adney Araújo, Juvenal afirmou que a Seppir pretende intensificar políticas para a redução da desigualdade racial.

Diante do cenário de crise econômica que atinge os trabalhadores brasileiros, sobretudo os negros, o secretário assumiu o compromisso de produzir, em parceria com o Inspir, um termo de cooperação técnica que conterá pesquisas e uma publicação sobre as condições de trabalho da população negra no Brasil. “Vamos juntos na luta por um país mais igual”, afirmou.

Povos indígenas
Ao participar da 1ª Mostra de Cultura dos Povos Indigenas, Juvenal, que também é presidente do Tucanafro Brasil, comparou os indicadores sociais da população indígena com a média nacional. O secretário comentou a grande desigualdade que afeta os direitos dessa população.

“Enquanto menos de 10% da população com mais de 15 anos de idade é analfabeta, entre os indígenas o analfabetismo chega a 23,3%, sendo que, na área rural, alcança 36,5%. As desigualdades, portanto, se apresentam de diferentes formas. A exclusão étnica, por serem povos indígenas; a exclusão de classe, por serem pobres; e a exclusão geracional, por serem jovens”, disse.

O secretário também explicou que há ainda a questão da exclusão de gênero, que afeta as mulheres. Segundo ele, essa pode ser uma das causas do elevado número de suicídio entre jovens indígenas.

“Os suicídios entre os jovens indígenas têm uma incidência quatro vezes maior que a média nacional. É preciso identificar também as questões mais profundas que estão relacionadas às realidades complexas e violentas nas quais estão inseridos os povos indígenas. Nosso papel em nossa gestão à frente da Seppir é que, junto com a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), possamos garantir acesso aos direitos humanos e cidadania ao povo indígena”, avaliou.

Cooperação entre países

Com o objetivo de criar uma rede de cooperação com outros países, Juvenal recebeu os conselheiros da Embaixada da Costa Rica no Brasil para trocar experiências sobre a Lei 12.711/2012, que garante a reserva de vagas nas Universidades. Os conselheiros pediram para que a Secretaria compartilhasse as experiências com o processo de implementação, ingresso e acompanhamento da referida lei.

Na avaliação do secretário, a ideia é que seja implantado um sistema de cotas em Costa Rica para alunos de baixa renda, negros e indígenas. “Um dos encaminhamentos realizados é que realizaremos um Seminário ou Simpósio para darmos subsídios para a implantação da Lei em Costa Rica”, explicou.

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27/07/2017