Haddad: incompetente e populista, esquerda perde espaço na América Latina

Notícias - 20/06/2018

O resultado da eleição presidencial na Colômbia é mais uma derrota dos regimes de esquerda na América do Sul. No domingo (17), os colombianos elegeram Iván Duque para presidir o país. Titular da Comissão de Relações Exteriores da Câmara (Credn), o deputado Miguel Haddad (SP) acredita que os regimes populistas de esquerda têm perdido espaço por sua própria incompetência.

“O que estamos assistindo é que todas as vezes em que temos eleições democráticas, principalmente na América Latina, a esquerda perde espaço por uma questão óbvia: ela tem se mostrado incompetente, não atende as demandas e expectativas da população”, aponta Haddad. Chile e Argentina são outros dois países onde os mais alinhados à esquerda amargaram revezes nos últimos anos.

Apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, Duque ganhou neste domingo o segundo turno das eleições colombianas contra o esquerdista Gustavo Petro com 54% dos votos. Conservador, o candidato do Centro Democrático tem agora o desafio de superar a polarização política, conter a violência que ainda atinge algumas regiões e melhorar a economia. Duque tomará posse em agosto, quase dois anos após a assinatura de acordo de paz com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), que ainda divide opiniões no país.

O (PÉSSIMO) EXEMPLO DA VENEZUELA

“Os governos de esquerda, com o exemplo típico da Venezuela, demonstram um modelo sem nenhum sucesso e que sacrifica boa parte da população. Esse caso da Colômbia é uma sinalização clara de que não há mais espaço para experiências, para laboratórios, para governos populistas. Nossa expectativa é que tenhamos cada vez mais governos que buscam uma gestão enxuta, resultados, responsabilidade fiscal, e que vão ao encontro do desenvolvimento econômico, da geração de emprego e da melhoria da qualidade de vida”, observou Haddad.

O perfil do próximo presidente colombiano é bem próximo do que o deputado tucano acredita ser o anseio da maioria dos latinos. Duque foi porta-voz da campanha do “não” no plebiscito sobre os acordos com as FARC celebrado em outubro de 2016. Sua proposta ganhou por uma estreita margem, o que obrigou o governo a mudar o texto. Desde então, Duque foi moderando seu discurso, que nos últimos meses esteve centrado sobretudo na recuperação econômica e na regeneração política.

Para Haddad, nenhuma democracia tolera mais regimes totalitários transvestidos de democracia, como acontece na vizinha Venezuela. “O que assistimos lá, além da gravidade econômica e das péssimas condições de sobrevivência, é um regime ditatorial, que faz de conta que há eleição, pois trata-se de um pleito sob alta suspeição. Fica claro que o regime lá só se impõe pela força. Se houvesse eleições legítimas, o resultado seria outro”, comparou, fazendo referência ao pleito que manteve Nicolas Maduro na presidência.

* Do portal do PSDB na Câmara

X
20/06/2018
Charges