Hauly critica repressão na Venezuela e aponta consequências da crise

Notícias - 13/08/2018
Foto: PSDB na Câmara

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) criticou, da tributa do Plenário na Câmara, o que classificou de “ditadura de Chávez e Maduro” na Venezuela. Em discurso, o tucano afirmou que os governantes destruíram o país vizinho. Hauly defendeu o fim das prisões políticas e alertou para os impactos negativos do regime para a região, inclusive para o Brasil.

“Quero expressar a minha preocupação com o povo da Venezuela. É com grande tristeza que vemos a ditadura de Chávez e de Maduro destruir uma próspera nação. Ela foi arrasada, destruída pela incompetência, pela forma autoritária, ditatorial de imposição de ideais não convencionais, de ideais que já foram superados no século passado: comunismo e o socialismo”, apontou o deputado.

A crise na Venezuela é política, econômica e social. As proporções do problema são enormes e envolvem questões humanitárias. Desde o governo de Hugo Chávez, com a estatização das empresas ligadas ao petróleo (maior fonte de riqueza do país), e de setores como o do cimento e do aço – e, mais recentemente, com a militarização de mercados municipais –, a população enfrenta escassez de itens básicos de alimentação, higiene e medicamentos. O governo fixa preços e monopoliza as divisas por meio do controle de câmbio.

Com a escassez de comida e remédios, milhares de venezuelanos abandonaram o país, inclusive a pé, em busca de refúgio e melhores condições em outras nações, como o Brasil. Em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela, os imigrantes vivem em condições sub-humanas. O estado vive à beira de um colapso nos sistemas de saúde e segurança devido à enorme quantidade de refugiados.

A situação é tão grave que o governo de Roraima chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal para fechar a fronteira e a cobrar da União o ressarcimento de R$ 180 milhões gastos com atendimentos a venezuelanos. Na segunda-feira (6), a ministra Rosa Weber, do STF, rejeitou o pedido de fechamento. Dois dias depois, a ministra suspendeu decreto do governo estadual que restringiu o acesso de venezuelanos a serviços públicos no estado.

“A América e o mundo, preocupados com o que está acontecendo na Venezuela, exigem democracia, abertura política, o fim das prisões, o fim dessa ditatura que arrasa e traz prejuízo para todos os vizinhos, especialmente para o Brasil”, aponta Hauly.

Há poucos dias, o presidente Nicolás Maduro admitiu que tem responsabilidade no que considerou o fracasso no modelo econômico adotado por seu regime. O país enfrenta hiperinflação e quatro anos de recessão. Hauly destaca que os organismos internacionais têm buscado solução para os problemas enfrentados na Venezuela, mas sem sucesso devido a postura de Maduro. “Cabe a nós pedirmos a Deus que haja um desenlace democrático, não a ditadura de esquerda nem de direita”.

*Do PSDB na Câmara

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13/08/2018
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