Inflação e queda na renda endividam brasileiros e esvaziam poupanças no pós Dilma

Com a crise econômica, mais de 40% das pessoas retiram das reservas financeiras dinheiro para quitar dívidas

Imprensa - 05/09/2016

Dividas-alem-das-contas-televendas-cobrancaA proporção de brasileiros que observam as dívidas subirem e que recorrem à poupança para pagá-las é crescente depois da grave crise econômica imposta ao país em 13 anos de governos do PT. Uma pesquisa da FGV Projetos, a pedido da Fecomércio, mostra que 24% dos brasileiros reclamam do aumento nos débitos. E mais de 40% retiram das reservas financeiras – principalmente a caderneta de poupança – o dinheiro para quitar as contas. E nem mesmo o resgate dessa aplicação alivia os índices. Somente 15% dos entrevistados na pesquisa conseguiram diminuir as dívidas.

Para o deputado federal Fábio Sousa (PSDB-GO), o cenário é consequência de uma crise sem precedentes na história do país. “O Brasil vive um momento de desencanto. A crise econômica que estamos vivendo é a pior da nossa história. Ela está nos patamares da década de 1920, só para ter uma ideia em qual situação Dilma deixou o governo. Hoje não tem investimento, retorno para o Estado, nada que poderia aquecer a economia.”

A pesquisa revela ainda que por trás desse cenário está a combinação de dois fatores que correspondem a 51% dos endividamentos: a queda da renda e o aumento das despesas. Fábio Sousa acrescenta que a ilusão criada pelo PT de que o país tinha uma economia forte fez com que os brasileiros gastassem mais do que podiam, além de pouparem menos que o necessário.

“Inventaram projetos mirabolantes e teoricamente positivos, mas que o impacto na economia foi muito grande. Na verdade, também houve muita mentira. Mentiram demais para ganhar uma eleição, tentaram esconder os números, fizeram as famosas pedaladas para isso.”

Apesar do aumento de endividamento observado na pesquisa, as perspectivas para 2017 são de recuperação. Isso porque a esperada queda das taxas de juros e o alívio da inflação poderão dar mais fôlego para o crédito no país.


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05/09/2016
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