Itamaraty condena violência na Venezuela

Notícias - 06/06/2017

As agressões da Guarda Nacional Bolivariana, Venezuela, contra os parlamentares Juan Requesens e Miguel Pizarro, em Caracas, foram duramente criticadas pelo governo brasileiro. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou repudiar as ações que ocorreram durante protestos pacíficos na capital venezuelana.

“Os deputados e outros manifestantes, incluindo menores de idade, foram golpeados com violência por forças públicas bolivarianas”, lamenta a nota oficial do Itamaraty.

Em seguida, o documento informa que: “O Brasil condena a escalada da repressão na Venezuela e faz apelo ao governo daquele país para que respeite a Constituição de 1999 e deixe de cercear liberdades civis e políticas. Solução definitiva para a crise por que passa o país vizinho somente resultará da observância estrita aos princípios do Estado Democrático de Direito”.

A reação do governo brasileiro ocorre durante a gestão do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), à frente do Itamaraty.

A Guarda Nacional, uma unidade militar, está na linha de frente do policiamento dos protestos, usando gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha contra jovens mascarados que atiram pedras, coquetéis molotov e excremento contra as linhas de segurança.

Ao menos 65 pessoas já morreram e as vítimas incluem apoiadores do governo e da oposição, pedestres e integrantes das forças de segurança. Há informações de centenas ficaram feridas.

Pelo menos 14 militares foram presos por suspeita de “rebelião” e “traição” na primeira semana dos protestos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desde o início de abril, de acordo com documentos militares obtidos pela Reuters.

*Leia aqui a nota completa do Itamaraty.

 

 

 

 


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06/06/2017
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