Ministra Luislinda Valois detalha projetos para Direitos Humanos

Notícias - 06/03/2017

Brasília (DF) – Ministra de Direitos Humanos do governo do presidente Michel Temer e uma das primeiras mulheres negras a se tornarem juízas no Brasil, a tucana Luislinda Valois avaliou como fundamental a discussão sobre o tema em um país de profundas desigualdades como o Brasil. Em entrevista ao PSDB Nacional, a ministra falou sobre sua recente nomeação e detalhou qual será a linha de ação da pasta daqui para frente, priorizando políticas para crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 08 de março, a tucana também ressaltou que as políticas voltadas para o segmento serão um dos eixos de sustentação do seu ministério. O objetivo é alcançar a tão sonhada igualdade, diminuindo os casos de violência contra a mulher, equiparando salários e garantindo a representatividade feminina nos cargos públicos e no Congresso Nacional.

Direitos Humanos

“A importância de se discutir Direitos Humanos no Brasil é grandiosa. E neste momento é bem maior porque há um interesse muito grande de sua Excelência, o presidente da República [Michel Temer], no sentido de que o assunto seja amplamente discutido, trabalhado, para que ao final nós realmente tenhamos políticas públicas implementadas para todas as áreas, todos os setores, para todos os brasileiros em modo geral, indistintamente. Brasileiros natos, naturalizados e aqueles que nos visitam”.

Nomeação

“Foi uma surpresa agradabilíssima ter sido indicada e depois nomeada pelo presidente da República, pelo senador Aécio Neves [presidente nacional do PSDB], pelo então ministro da Justiça Alexandre de Moraes. É um momento muito gratificante para mim, que vim de uma família pobre, da periferia. É difícil ser mulher, negra, pobre, da periferia, filha de uma lavadeira e um motorneiro de bonde. Mas só vence quem ousa. Quero dizer a todos os brasileiros e brasileiras que contem comigo para qualquer missão, por mais difícil que ela seja. É um momento de muita alegria, mas de uma responsabilidade inimaginável”.

Propostas na pasta

“Temos muitos projetos. Queremos trabalhar com as pessoas de rua, com as crianças, com os idosos, com os refugiados – o que é uma realidade mundial e o Brasil não pode fugir dessa temática –, e também com os LGBT. Vamos avaliar a questão do sistema prisional nacional, principalmente no que se refere às cadeias femininas. Temos a ideia de realizar um mutirão para avaliarmos, julgarmos e decidirmos sobre os processos das mulheres encarceradas que, em sua grande maioria, são mulheres negras, pobres, da periferia e, não raro, analfabetas. Muitas delas estão ocupando esses espaços às vezes já com penas cumpridas, ou sem culpa formada. Temos projetos também para as pessoas com deficiência, estamos atentos para essa problemática”.

Violência contra a mulher

“São as mulheres que sofrem a maior violência, tanto a violência doméstica quanto a violência do dia-a-dia. É a mulher também quem sofre mais o assédio sexual, o assédio moral, o assédio institucional. O Carnaval é um momento preocupante, em que vemos altos índices de agressividade principalmente para com a mulher. Estamos trabalhando agora no sentido de reduzir essa violência. Somos seres humanos e queremos tratamento igual, mas é muito difícil porque nós mulheres sempre encontramos portas fechadas. Nosso salário geralmente é inferior ao salário dos homens, bem inferior ao salário do homem branco, da mulher branca, do homem negro. A mulher negra está em último lugar. Temos dificuldades até no tratamento médico, na atenção dos postos de saúde, nossos processos judiciais caminham mais lentamente, nós não ocupamos espaços de poder”.

Representatividade feminina

“É muito raro se encontrar uma mulher, negra principalmente, ocupando espaços de poder. Temos que lutar para que isso aconteça. Vamos trabalhar para reduzir esse estágio em que ainda nos encontramos. Já evoluímos bastante, mas ainda falta muito, tem muita coisa a ser feita, e me proponho a colaborar para que possamos diminuir essas diferenças. Nós também não estamos em grande número no Parlamento. Temos poucas deputadas federais e estaduais, poucas vereadoras, temos pouquíssimas senadoras no Brasil. Queremos trabalhar com essas temáticas porque só com a inclusão da mulher nos espaços de poder é que nós vamos realmente melhorar a qualidade de vida da mulher no Brasil, e levar a todas elas as políticas públicas que todos merecemos”.

PSDB na linha de frente

“O PSDB vem estando à frente do crescimento do Brasil, tomou as rédeas e tem sido definitivo nesta nova gestão do presidente da República Michel Temer. É uma honra trabalhar junto com o PSDB, ao lado de nomes como o ministro das Cidades, Bruno Araújo, o novo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o novo secretário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Juvenal Araújo. É visível a olhos nus a atuação do PSDB em busca de um melhor momento, um melhor Brasil para todos os brasileiros, sejam natos ou naturalizados. O PSDB tem um plus a mais neste momento. Aliás, sempre teve. Faltava somente um pouco mais de visibilidade”.


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06/03/2017
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