No pós-Dilma, economia brasileira é a mais fechada entre os países emergentes

Imprensa - 10/01/2017

dolar-850x638Um estudo realizado pelo banco de investimentos Credit Suisse revela que o Brasil tem a economia mais fechada entre todos os países emergentes do mundo. Segundo a instituição, o país ocupa essa posição no ranking por conta da combinação de fatores como uma baixa soma de exportações e importações em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) – chamada de corrente de comércio -, altos impostos de importação, elevado número de barreiras não tarifárias e a falta de novos acordos comerciais nos últimos anos, quando o país foi governado pelo PT. As informações são de matéria publicada pelo jornal Valor Econômico nesta terça-feira (10).

Segundo o estudo do Credit Suisse, nos 12 meses até setembro de 2016, o Brasil tinha a menor corrente de comércio no grupo de 21 nações emergentes, com exportações e importações correspondendo a apenas 18,8% do PIB. Para efeito de comparação, a média desse indicador nas economias emergentes é de 60%. Já na América Latina, a média da corrente de comércio é de 38%.

A reportagem ainda destaca que a participação do Brasil no comércio internacional entre 2003 e 2011 se expandiu de 0,8% para 1,3%. A partir de 2012, no entanto, essa fatia começou a cair, chegando a 1,1% em 2015. Já entre todos os outros países emergentes, com exceção do Brasil, o estudo aponta que esta participação “aumentou continuamente de 17,4% em 2003 para 26,5% em 2015”.

Além disso, o Credit Suisse demonstra que, entre 2010 e 2016, a quantidade de novos tratados de livre comércio nas nações emergentes pulou de 255 para 352. Nenhum deles, contudo, envolvendo o Brasil. O banco de investimento também aponta para o alto número de barreiras não tarifárias praticado pelo Brasil, que passou de 1.351 em 2010 para 2.071 em 2016. Entre os outros países emergentes, este número é de somente 535, na média.

Clique aqui para ler a matéria completa do Valor Econômico sobre o assunto.

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10/01/2017
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