Novo Fies vai destinar 100 mil vagas para estudantes carentes

Notícias - 06/07/2017

O novo Fies, anunciado hoje pelo Ministério da Educação, reservará 100 mil vagas a juros zero para estudantes de baixa renda. A partir de 2018, o programa será dividido em três modalidades, de acordo com o perfil do beneficiado. Serão oferecidas 300 mil vagas, das quais um terço não terá juros para os alunos com renda familiar mensal de até 3 salários mínimos per capita. As novas regras podem gerar uma economia de até R$ 6 bilhões em 10 anos.

O deputado federal Fábio Sousa (PSDB-GO) avalia o programa como importante para a qualidade da educação brasileira.

“O Fies é um programa muito bom para garantir educação para quem não tem condições. Qualquer forma de controle é bem-vinda porque nós não podemos ter equívocos e nem má fé por parte dos beneficiados. Você vai estar ajudando o próprio estudante e a própria família a se manter.”

Outra mudança importante será na forma de quitar a dívida: o  dinheiro do empréstimo deverá ser pago com desconto automático na folha de pagamento após a conclusão do curso e a conquista de um emprego formal. A seleção do segundo semestre, no entanto, continua sob as regras antigas. Serão oferecidas mais 75 mil novas vagas de financiamento. O cronograma com as datas será publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

Para Fábio Sousa, as normas vão manter o programa com estabilidade. “A nova forma de pagamento também é interessante. Quando você facilita as formas do estudante chegar na graduação superior e se formar, é algo extremamente positivo. E o controle é uma forma de você manter o programa na linha.”

A segunda modalidade – chamada Fies 2 ou Fies Regional – será voltada para alunos com renda familiar mensal per capita de até cinco salários mínimo, com juros baixos – de até 3% ao ano mais correção monetária. Serão ofertadas 150 mil vagas para a regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  Já na terceira, as fontes de recursos serão do BNDES, também para estudantes com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos.  Para que as mudanças tenham validade, o governo enviará uma Medida Provisória para o Congresso. Segundo o governo, essa será uma forma de viabilizar o programa que possui um índice de inadimplência que gira em torno de 46%.


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06/07/2017
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