“Para diminuir o custo Brasil, não pode eleger o PT e nem o Bolsonaro”, diz Alckmin em debate

Notícias - 05/10/2018

“Para diminuir o custo Brasil, não podemos eleger o PT e nem o Bolsonaro, pois eles vão agravar a crise”, alertou o candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, no último debate entre presidenciáveis antes das eleições promovido pela Rede Globo na noite desta quinta-feira (4). O tucano apontou o PT como responsável pela crise vivida pelo Brasil.

“Acho que tivemos experiência do PT e vimos o resultado disso. Foram 13 milhões de desempregados. Criminalidade nas alturas, saúde deteriorando, empresas fechadas. Esse é o dado de realidade. E sempre terceirizam a culpa. O caminho também não é o radical de direita. Ele não tem a menor sensibilidade. Disse que saúde não precisa de mais dinheiro”, concluiu Alckmin, referindo-se ao adversário Jair Bolsonaro (PSL).

O tucano afirmou que, se eleito, irá promover reformas que garantam a redução do Custo Brasil, promovendo corte de gastos com supérfluos. “É uma barbaridade 143 empresas estatais, 43 criadas pelo PT. Até o do trem-bala, que não tem nada. É preciso reforma do estado que vou fazer como fiz em São Paulo. A crise pegou o Brasil inteiro e nós fizemos superávit de R$ 3 bi e reduzindo imposto”, defendeu lembrando que em São Paulo reduziu os impostos de medicamentos, combustível e alimentação.

O ex-governador de São Paulo disse que também irá promover reformas no setor tributário e bancário do país, a fim de promover a competitividade e atrair investimentos ao Brasil: “Temos impostos demais. Vamos reduzir cinco para um só, o Imposto de Valor Agregado. Fazer rapidamente as reformas. O Brasil custa caro. Ficou caro pelo custo do dinheiro. EUA têm 4 mil bancos e o Brasil meia-dúzia. Vamos fazer uma reforma bancária. A outra é a tributária, burocracia. Esse cartório que temos no país, logística ruim”.

Geraldo Alckmin salientou que atualmente uma das grandes preocupações da população é a falta de emprego e assegurou que suas medidas irão gerar emprego e renda a população. “Meu governo vai ser do emprego, vai ser da renda e do desenvolvimento do país”, prometeu.

Programas Sociais

Alckmin afirmou ainda que irá manter o programa Bolsa Família e garantiu o retorno automático para beneficiários que conseguiram contratos de trabalho, mas acabaram sendo demitidos posteriormente.

“Bolsa família nasceu dos programas sociais do o Fernando Henrique Cardoso e foi unificada e amplifica pelo PT. Vamos manter e fazer o retorno automático. As pessoas não querem sair com medo de perder o emprego e não conseguir voltar. Nós vamos fazer o retorno automático e trabalhar para o Brasil crescer e ter emprego”, assegurou.

O tucano prometeu também a construção de três milhões de moradias: “Nossa proposta são 3 milhões de moradias, vamos atender emprego e casa. São Paulo foi um exemplo. Investimos 1% do ICMS para habitação. Saneamento, a população mais pobre que sofre com a falta disso”.

Saneamento Básico

Alckmin garantiu que irá devolver impostos pagos por empresas de saneamentos para que sejam investidos no setor. “As empresas pagam PIS, Pasep e Confins. É absurdo. O governo tributa água e esgoto em um país que 30% não tem água e metade não tem coleta de esgoto. Vamos devolver esse dinheiro para investimento. Saneamento é prioridade absoluta”, assegurou.

Segurança Pública

Na área de segurança pública, Alckmin reforçou o compromisso de combater o trafico de drogas e armas e ampliar a fiscalização nas fronteiras: “Vamos levar o modelo de São Paulo para todo o Brasil. Tecnologia, combate ao tráfico de drogas e armas, fiscalizar as fronteiras. Vamos aperfeiçoar a Lei de Execuções Penais, fazer parcerias com os municípios e criar um Guarda Nacional em caráter permanente”.

Educação

Geraldo Alckmin voltou a prometer zerar o déficit de vagas para crianças de 4 a 6 anos na pré-escola. “Quero ser o presidente da primeira infância. Vamos zerar o mais rápido possível a fila da pré-escola. Já deveria ter sido cumprido há três anos atrás. Ampliar as creches ostensivamente através de convênio com prefeituras e a sociedade civil. Implantar reforma do ensino médio, que é uma reforma boa, dando oportunidade de ensino técnico ao jovem para ele poder ir à universidade”, reiterou.

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05/10/2018
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