Pagamento de Eike ao PT é citado na pré-delação de Mônica Moura

Imprensa - 23/09/2016

JC-EikeBatista-20151117-5Brasília (DF) – A informação sobre os US$ 2,35 milhões em dívidas de campanhas do PT que foram pagos pelo empresário Eike Batista em 2013 consta em um anexo do acordo de delação premiada que a mulher do ex-marqueteiro do PT João Santana, Monica Moura, negocia com os procuradores da Operação Lava Jato. A delação ainda não foi homologada pela Justiça, mas o vazamento da informação motivou Eike Batista a procurar a força-tarefa e admitir o depósito feito em um banco na Suíça para Santana e Moura.

As informações são de reportagem desta sexta-feira (23) do jornal Folha de S. Paulo. Segundo Eike, o montante depositado era uma contribuição para a campanha petista. O empresário prestou depoimento espontaneamente aos procuradores em maio deste ano, quando revelou que o valor foi pedido pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (22).

De acordo com outro delator da Lava Jato, o operador Fernando Soares, conhecido como Baiano, Eike Batista pagou R$ 2 milhões ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que ele defendesse os interesses de suas empresas junto à Sete Brasil, usada pela Petrobras para contratar sondas de petróleo.

O delator contou que Lula teria inclusive participado de reuniões da Sete Brasil em que os negócios com Eike teriam sido discutidos.

Eike Batista já foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha. O empresário também foi proibido de ocupar por cinco anos cargos de administração ou no conselho de empresas que negociem ações na Bolsa.

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