Para tucanos, ida de Dilma ao Senado será oportunidade para oposição confrontar petista sobre irregularidades

O depoimento da presidente afastada será dado no dia 29 de agosto

Imprensa - 17/08/2016

RSF_Dilma-Rousseff-entrevista-revsita-Forum_00108022016-850x480A presidente afastada Dilma Rousseff anunciou, nesta quarta-feira (17), que irá ao Senado federal para fazer sua defesa no julgamento do processo que pede o seu afastamento definitivo da Presidência da República. O depoimento da petista será dado no dia 29 de agosto, como revela matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Na visão do senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), a ida de Dilma ao Senado é “extremamente importante” para a democracia. O tucano acredita que esta será a oportunidade de a presidente afastada responder a importantes questionamentos que ainda não ficaram totalmente esclarecidos.

“Se ela vier, nós vamos fazer algumas perguntas para a presidente Dilma e eu espero que ela responda. Além desses crimes que ela cometeu, de responsabilidade fiscal, emitindo decretos de crédito suplementares, tomando dinheiro emprestado de banco, eu quero perguntar para a presidente Dilma por que ela nomeou Lula [para a Casa Civil], por que ela nomeou [Marcelo] Navarro [para o Superior Tribunal de Justiça], por que ela autorizou a compra [da refinaria] de Pasadena, e tantas outras perguntas que nós temos que fazer a ela”, destacou o parlamentar.

Em suas redes sociais, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) também comentou a decisão de Dilma. O capixaba afirmou que a presidente afastada “finalmente decidiu exercer seu direito” e pediu para seus seguidores enviarem as perguntas que gostariam de fazer à petista.

Crime de responsabilidade

Ao anunciar sua decisão de ir ao Senado para a reportagem da Folha, Dilma voltou a afirmar que não cometeu as irregularidades pelas quais vem sendo julgada. “Será a manifestação de uma presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade”, disse a petista ao jornal paulista.

Para Ataídes de Oliveira, essa postura é natural, mas não muda o que aconteceu enquanto Dilma esteve no poder. “Ela está na sua legítima defesa ao dizer que não tem culpa. Agora, contra os fatos não há argumento”, resumiu o tucano.

Será a primeira vez em que Dilma irá ao Congresso para se defender no processo de impeachment.

Clique aqui para ler a matéria da Folha.

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17/08/2016
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