População ribeirinha trabalha pela preservação da Amazônia, garante deputada

Notícias - 10/07/2018
Foto: Agência Brasil

O avanço do desmatamento e a concessão de licenciamentos ambientais pelo governo federal que estimulem essa prática têm preocupado cientistas brasileiros. Diante disso, muito se alerta sobre os riscos de o Brasil não conseguir cumprir o Acordo de Paris contra o aquecimento global. A deputada federal Conceição Sampaio (PSDB/AM), no entanto, identifica o problema, mas ressalta que são as comunidades ribeirinhas as principais agentes na preservação da floreta amazônica.

Assinado por cientistas brasileiros, um artigo publicado na inglesa Nature Climate Change, afirma que, em troca de apoio político, o governo federal tem sinalizado a proprietários de terra que podem aumentar o desmatamento. E que medidas provisórias e decretos têm reduzido o licenciamento ambiental, inclusive suspendendo demarcações de áreas indígenas e reduzindo o tamanho de áreas protegidas. Na prática, isso teria acelerado a destruição das florestas entre 2012 e 2017.

De acordo com a deputada amazonense Conceição Sampaio, a ação de moradores de áreas ribeirinhas tem feito a diferença na área da floresta amazônica coberta pelo seu estado. O que contribui para que o índice de preservação no estado chegue a 97%. “São os pequenos que fazem o trabalho grande. Homens e mulheres, na maioria desprotegidos e sem acesso às políticas públicas, os que mais trabalham pela preservação da Amazônia”, ressalta ela.

Conceição lembra ainda que a Zona Franca de Manaus é uma grande responsável por gerar emprego e tirar trabalhadores dessa prática informal e criminosa. “É a população quem cuida bem da floresta.”

O Acordo de Paris – negociado por 195 países em uma conferência da França, em 2015 – tem como compromisso manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais. E de emprenhar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

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10/07/2018
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