Privatização, Desenvolvimento e Democracia

Notícias - 09/06/2000

A decisão do presidente Fernando Henrique, de pulverizar a venda das ações de Furnas, inicia um novo e promissor momento no programa de privatizações do governo federal, que tão bons resultados vem produzindo para o Brasil. A popularização da telefonia celular, por exemplo, é uma espécie de símbolo do acerto das privatizações. A entrada da iniciativa privada em setores que eram monopólio do Estado, possibilitou investimentos que os governos não tinham como bancar, modernizando a infra-estrutura essencial ao desenvolvimento do País, com benefícios que são sentidos no dia-a-dia por toda população.
Chegado a hora de privatizar Furnas, o presidente tucano Fernando Henrique aprimora este programa vitorioso, oferecendo suas ações ao público, em pequenos lotes, possibilitando a participação do pequeno investidor, o que significa o cidadão comum ou o trabalhador brasileiro, no controle da maior empresa de geração de energia elétrica.
Em maio do ano passado, a V Convenção Nacional do PSDB aprovou moção sugerindo exatamente esse novo modelo de privatização. Com o País entrando num ciclo de crescimento consistente, é preciso debater a privatização do setor de geração de energia elétrica, de modo a conjugarmos a busca da eficiência com o interesse da maioria da população brasileira. E sem perder de vista a necessidade de crescimento da geração de energia, demanda que surge a partir do novo ciclo de crescimento que se inicia.
O PSDB também dedica especial atenção à Companhia Hidroelétrica do São Francisco. O aproveitamento racional das águas do rio São Francisco é inalienável. Qualquer mudança na gestão e no controle acionário da Chesf precisa ter em perspectiva o desenvolvimento do Nordeste, as necessidades da sua população e o equilíbrio ambiental.
A decisão do Governo, acatando sugestão do PSDB, por esse novo momento no programa de privatizações, também reafirma duas práticas políticas vivamente defendidas pelos tucanos: o compromisso com a democratização da economia e a atuação do partido político como meio de afirmação do interesse coletivo, e não como mero instrumento eleitoral.

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09/06/2000
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