PSDB-Mulher aplaude inclusão de bandeiras femininas no programa de Alckmin

Notícias - 31/08/2018

Há seis anos a diferença salarial existente entre homens e mulheres se mantem praticamente inalterada. Na série de pesquisa feita pelo IBGE, em 2012, essa desigualdade era de 36,4% e, no primeiro trimestre desse ano, a diferença registrada foi de 30,7%. A disposição do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, de trabalhar para reduzir essa distância salarial os trabalhadores masculinos e femininos, foi aplaudida pela tucanas.

A prefeita da Chapada dos Guimarães (MT), Thelma Oliveira, defende que esse compromisso deve ser de toda sociedade: “Tem que haver um engajamento maior das entidades, principalmente das empresas, e também do próprio governo federal, em favor dessa equiparação salarial.”

Thelma elogiou o compromisso explícito de Geraldo Alckmin com a causa feminina durante sua entrevista na noite da ultima quarta (29) ao Jornal Nacional, da TV Globo. Na ocasião, o candidato tucano afirmou: “Vamos empoderar as mulheres no governo. Quando as mulheres são protagonistas, não é só a mulher que é beneficiada, a sociedade como um todo é beneficiada”. Segundo a prefeita, a declaração espelha bem aquilo que o eleitorado feminino espera do próximo presidente da República, bem diferente de que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, prega ao declarar que a diferença salarial entre homens e mulheres é normal.

Segundo informações do Jornal O GLOBO, os homens têm renda média de R$2.368, enquanto a média salarial das mulheres fica em torno de R$1.812. Os dados são do Pnad Contínua, mas a disparidade salarial também foi mostrada por outras pesquisas.

Para Thelma, todos devem denunciar quando isso acontecer. “Eu acho que cada vez mais nós temos que denunciar quando houver essas disparidades, porque é uma luta antiga. Nós já conseguimos avançar na questão política, mas a salarial ainda precisa de mais engajamento, de mais debate, transparência, mostrando para sociedade que sem isso nós não iremos alcançar nossa igualdade de fato”, defendeu.

Reportagem Karine Santos – estagiária sob supervisão 

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