“Respeitar a imprensa livre é regra básica da democracia”, diz Abi-Ackel sobre jornalistas presos na Venezuela

Imprensa - 13/02/2017

Mais um episódio de agressão à liberdade de expressão e de imprensa foi registrado na Venezuela, desta vez contra dois jornalistas brasileiros que investigavam a atuação da Odebrecht no país. Os repórteres da TV Record, Leandro Stoliar e Gilson Souza, estavam acompanhados de dois coordenadores da ONG Transparência Venezuela quando foram presos no último sábado (11), no estado de Zulia, pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional.

Segundo a ONG, os profissionais checavam denúncias de suborno por parte da construtora brasileira no país vizinho. Os jornalistas já foram liberados e devem chegar ao Brasil nesta segunda-feira. O deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) lamenta o episódio e condena mais um ataque à liberdade de imprensa promovido pelo governo de Nicolás Maduro, aliado dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff.

“Nós devemos manifestar o nosso repúdio através de todos os ambientes políticos apropriados, inclusive na ONU, contra esse desrespeito à integridade e à liberdade dos jornalistas.”

A Venezuela é conhecida pelas estratégias de intimidação de meios de comunicação que se atrevam a denunciar as mazelas que atravessam o cotidiano dos venezuelanos. Em 2015, o regime chavista proibiu que 22 diretores de meios de comunicação deixassem o país. Abi-Ackel lembra que, mesmo ferindo gravemente os direitos humanos, o país contou com o apoio do governo brasileiro durante anos, sob o comando do PT.

“Respeitar a imprensa livre e o direito de manifestação de jornalistas é uma regra básica da democracia, algo que obviamente não é considerado e respeitado na Venezuela. Um país que durante os mais de dez anos que o governo do PT dirigiu o Brasil, foi o principal inspirador das políticas públicas e da forma de governar de Dilma e de Lula.”

Em nota, o Itamaraty reiterou sua posição em defesa da liberdade de imprensa, indispensável ao exercício da democracia. A Associação Brasileira de Rádio e Televisão disse que a medida do governo venezuelano foi extrema, abominável e digna de regimes ditatoriais.

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13/02/2017
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