Notícias- 23/02/2017

Tucano assume o comando do Transcidadania SP e conta com apoio da Diversidade

O programa Transcidadania, da prefeitura de São Paulo, vem promovendo a integração social e o resgate da cidadania de travestis, homens e mulheres transexuais em situação de vulnerabilidade na capital paulista, administrada por João Doria (PSDB). Um dos principais focos é oferecer empregos a essa parcela da população. O projeto está, desde o início de fevereiro, sob o comando do novo coordenador de Políticas para LGBT de São Paulo, o tucano Ivan Batista, e em fase de renovação.

Ivan Batista é membro da Diversidade Tucana, grupo do PSDB que luta a favor de políticas de inclusão. Ele explicou que o momento do Transcidadania é de concentração para amplificar os progressos, e que a condução do beneficiado até as vagas de emprego será a prioridade da sua gestão.

“A gestão anterior se focou na porta de entrada, o começo e meio, mas não conseguiu êxito na porta de saída. Depois dos cursos concluídos, o beneficiado não tinha a ponte até o emprego. E esse é o ponto onde queremos chegar”, explicou.

O tucano destacou ainda que pretende buscar parcerias com empresas da inciativa privada para facilitar o elo entre os beneficiados e as vagas de trabalho. No entanto, ele enfatizou que é preciso atenção e preparação corporativa no acolhimento das travestis e transexuais.

“Não adianta a empresa declarar que é aberta à diversidade. É preciso trabalhar o seu público interno, mudar a cultura. É uma questão de educação corporativa para as pessoas se respeitarem”, disse.

Ivan também pretende construir um programa de capacitação e sensibilização de servidores públicos e empresas para o respeito à população LGBT, usando a lei estadual número 10.948/01 como base. A legislação pune toda e qualquer discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.

O presidente da Diversidade Tucana, Marcos Antonio Fernandes, classificou o programa como “muito importante” e “fundamental” por criar condições para as pessoas trans alcançarem oportunidades melhores junto à sociedade.

“O programa é importante para a cidadania de um modo geral, e não apenas para transexuais e travestis. Beneficia toda a sociedade”, disse.

Fernandes explicou que o projeto começou na gestão do hoje senador José Serra (PSDB-SP), que foi prefeito entre 2005 e 2006, e era originalmente chamado de POT (Programa Operação Trabalho). Segundo ele, Serra começou a incluir a população LGBT no projeto e o Transcidadania foi sendo ampliado nas gestões seguintes.

Voltado para a qualificação profissional e o posicionamento no mercado de trabalho, o projeto dá a transexuais e travestis a oportunidade de concluir o ensino Fundamental e Médio, além de receber atendimento psicossocial.

O programa oferece condições de autonomia financeira, por meio de pagamento de uma bolsa no valor de R$ 1007,00 em troca da execução de atividades relacionadas à conclusão da escolaridade básica e da formação profissional e cidadã. Atualmente o Transcidadania tem 135 inscritos recebendo a bolsa e aproximadamente 400 pessoas na fila de espera.

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23/06/2017