Tucano critica declarações de Lula no Nordeste

Notícias - 20/03/2017

Após visitar, pela primeira vez, um trecho concluído das obras de transposição do rio São Francisco, na Paraíba, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff transformaram a visita em um ato político neste domingo (19). O petista se lançou como candidato à presidência da República em 2018 e teceu críticas ao governo de Michel Temer. Em uma das declarações mais polêmicas, Lula disse que “eles que peçam a Deus para eu não ser candidato” e afirmou que está disposto a “brigar nas ruas” pela disputa eleitoral.

Para o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), os petistas usaram a visita às obras como palanque político.

“O ex-presidente Lula continua com o populismo dele ao ponto de gerar uma certa até irresponsabilidade. Como se a situação que hoje o país passa, ele diretamente com a Dilma [Rousseff] não fossem os grandes culpados desse quadro. É importante ele [Lula] ser e ver a rejeição que ele tem. A população não está mais admitindo governos irresponsáveis como foi o governo dele e a Dilma que liquidou economicamente o nosso país”, afirmou.

Neste mês, o presidente da República Michel Temer esteve no Nordeste para a abertura de um reservatório em Pernambuco, a inauguração de uma estação de bombeamento do eixo Leste da transposição, em Floresta, no sertão do estado, e depois seguiu para Monteiro, na Paraíba, onde acompanhou a chegada das águas do rio à cidade. O deputado Raimundo Gomes de Matos também  criticou  a postura de Lula por se considerar ser o único autor das obras no Nordeste.

“Eles estão querendo fazer um palanque político. Todo projeto da transposição, traçado, as licenças ambientais, todos os estudos, demoraram vários anos e foram feitos às várias mãos. É claro que a  transposição tem, efetivamente, uma boa parte do mérito do ex-presidente Lula, mas também ele não pode dizer que é o pai sozinho dessa obra. Isso é jogo político, cena política.”

Lula subiu ao palanque ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff – que sofreu impeachment em agosto do ano passado, de governadores, deputados e senadores aliados. O petista é réu em cinco ações penais – três por causa da Lava Jato, uma pela Operação Zelotes e uma pela Operação Janus.

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20/03/2017
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