Tucano defende prioridade para ciência e tecnologia no Brasil

Notícias - 17/07/2017

A pesquisa científica no Brasil está ameaçada. Desde 2013 o setor tem sofrido cortes no orçamento, o que tem comprometido o funcionamento dos laboratórios e o prosseguimento de projetos voltados para ciência e tecnologia. Em 2017, a situação ficou mais delicada devido ao corte de 44% nos recursos destinados ao setor. Com isso, o valor é o menor que a área vai dispor em 12 anos. Alguns laboratórios já fecharam as portas por não terem condições mínimas de trabalho como não ter água, nem luz. E diante de todas estas dificuldades, muitos cientistas estão indo embora do Brasil. O presidente da Frente Parlamentar de Ciências, Tecnologia, Pesquisa e Inovação da Câmara, deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), lamenta o cenário caótico pelo qual passam os cientistas brasileiros. Izalci alerta que estes cortes podem atrasar o país por décadas.

“O país que não valoriza educação, ciência e tecnologia dá no que está aí. Educação péssima, a pesquisa praticamente paralisada, os pesquisadores indo embora do país porque não encontram regularidade de recursos, não encontram apoio. Na prática o não investimento em Ciência e Tecnologia traz muitos atrasos”, apontou.

Izalci Lucas afirma que o país reúne as condições para se tornar uma nação de economia forte puxada pelas startups inovadoras e pesquisas científicas inéditas. Contudo, para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e científico é preciso, entre outros pontos, avançar na regularidade de recursos e no aumento de investimentos.

“A prova é de que nós temos capacidade é a própria questão do Zika [vírus], era uma situação gravíssima de saúde, o brasileiro conseguiu superar isso rapidamente. Talvez tenha sido a descoberta mais rápida dos últimos anos na ciência moderna. Então, o Brasil tem condições. O que precisa é eleger a ciência e tecnologia como prioridade. Infelizmente os nossos governantes não têm visto no setor um retorno imediato. E pesquisa normalmente traz resultados em médio e longo prazo e isso [essa visão] acaba prejudicando os investimentos”, declarou.

Estão em risco projetos como a Rede Nacional de Pesquisa (RNP), laboratórios nacionais — como os de nanotecnologia -, além de 176 mil bolsas de pesquisadores de todo o país. Só no orçamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o corte é de 66%, de acordo com levantamento com base nos números da Lei Orçamentária.

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17/07/2017
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