Permanecer no Mercosul é prejudicial ao país

Acompanhe - 24/02/2014

mercosulBrasília (DF) –  O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) disse nesta segunda-feira (24) que os problemas enfrentados por Argentina e pela Venezuela, como a crise ambiental e a inflação alta, podem dificultar as negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

O parlamentar lembrou que a presidente Dilma Rousseff esteve na reunião da cúpula Brasil-União Europeia para tentar impulsionar a concretização desse acordo, realizado na Bélgica.

Caso o acordo entre os dois blocos não se viabilize, Ruben Figueiró espera que o Brasil tenha uma proposta alternativa, em que cada país do Mercosul proponha um ritmo diferente da redução de tarifas e benefícios aos europeus.

Para o senador, o melhor mesmo é o Brasil fazer um acordo bilateral com os europeus, em vez de insistir num acordo entre os blocos, até porque 20% das exportações brasileiras vão para a União Europeia. Para Ruben Figueiró, o Brasil está se prejudicando ao se manter atrelado ao Mercosul.

“O Brasil tem que pensar claramente se quer seguir o caminho de inclusão nas cadeias produtivas globais, ou se continua participando desse grupo fechado que, em última análise, se prejudica por regras protecionistas entre si. Já disse outras vezes e repito: o Brasil deve sair do Mercosul”, afirmou o tucano.

No pronunciamento, Figueiró lembrou os 30 anos do primeiro grande comício pelas eleições diretas para a Presidência da República, ocorrido em janeiro de 1984 em Curitiba (PR). O senador contou que foi a sexta pessoa a assinar a proposta de emenda constitucional (PEC0 que instituía as eleições diretas, de autoria do então deputado Dante Oliveira.  Ele lamentou que a proposta tenha sido rejeitada, mas observou que teve resultado positivo porque gerou um grande movimento em defesa das eleições diretas.

Do Portal do PSDB no Senado


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24/02/2014
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