PSDB quer reabrir investigação dos “aloprados”

Partido vai apresentar requerimento ao Ministério Público e à Polícia Federal

Acompanhe - 20/06/2011

Partido vai apresentar requerimento ao Ministério Público e à Polícia Federal

Brasília (20) – O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), defendeu a reabertura das investigações sobre o envolvimento de petistas – apelidados de aloprados – e a origem dos R$ 1,75 milhão encontrados em um hotel em São Paulo, em setembro de 2006, que seriam utilizados para a compra de um dossiê contra o então candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra. Segundo reportagem da revista “Veja”, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloysio Mercadante, foi um dos mentores do plano.

“As investigações sobre o caso dos aloprados acabaram sendo arquivadas por falta de provas. As informações trazidas agora são suficientes para que a apuração prossiga. Vamos apresentar um conjunto de ações para a retomada das investigações. Se havia falta de provas, creio que agora não há mais”, disse.

De acordo com o líder, já nesta segunda-feira serão apresentados requerimentos de convocação do ministro Mercadante nas comissões técnicas da Câmara, e de convite ao atual secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Expedito Veloso, fonte da reportagem da revista e testemunha-chave do caso. Nogueira também afirmou que o partido ingressará com representação no Ministério Público Federal e com um ofício na Polícia Federal solicitando a reabertura do caso.

Segundo a “Veja”, o dinheiro apreendido com os petistas seria usado para a compra de documentos falsos que ligariam Serra a um esquema de fraudes no Ministério da Saúde. A revista lembra que nas investigações sobre o caso, a PF colheu 51 depoimentos, realizou 28 diligências, ordenou cinco prisões temporárias, quebrou os sigilos bancário e telefônico dos envolvidos, mas não chegou a lugar algum. Agora, passados cinco anos, o mistério parece ter sido finalmente desvendado.

“O petista [Veloso] decidiu quebrar o pacto de silêncio firmado entre os planejadores e os executores do malfadado plano, um atentado grotesco e ousado à normalidade democrática, e ilumina, entre outros detalhes inéditos, as duas zonas de sombra mais escuras que pairavam sobre o caso: a origem do dinheiro e o mandante da operação”, diz trecho da reportagem que começou a circular no sábado.


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20/06/2011
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