Risco de inflação no Brasil é destaque nos EUA

Para líder tucano, cenário de hoje é resultante dos gastos com a eleição da presidente

Acompanhe - 14/06/2011

Para líder tucano, cenário de hoje é resultante dos gastos com a eleição de Dilma

Brasília (14) – “O mecanismo que ajudou o Brasil a se tornar um player global em carnes, petróleo e mineração está colidindo com outra política imperativa: a de combate à inflação”.  A avaliação foi matéria de capa, nesta segunda-feira,  do The Wall Street Journal, um dos mais respeitados jornais americanos e especializado em economia. O jornal credita o risco inflacionário que o País voltou a viver no governo petista “ao estímulo trazido pelo crédito”. A matéria do WSJ foi reproduzida pela Agência Estado nesta terça-feira.

Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira, o cenário que o Brasil vive hoje é resultante da “frágil capacidade gerencial do setor público”. Nogueira destaca a contradição do País que hoje tem um setor privado competitivo e acelerado enquanto o governo, “fruto da gastança desenfreada feita pelo presidente Lula para eleger a atual Dilma Rousseff, nos resgata a famigerada inflação e impõe a necessidade de puxar o freio de mão com restrições ao crédito e juros altos, incompatíveis com taxas de crescimento mais sustentáveis”.

Esta contradição também está retratada na matéria do Wall Street Journal. Segundo relato da Agência Estado, o jornal americano enfatiza que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Central estão indo em direções opostas. O jornal destaca que “enquanto o BNDES segue com força nos financiamentos, o BC teve que subir os juros na semana passada pela quarta vez este ano, para 12,25%, o nível mais alto entre as principais economias do mundo. O debate sobre a abordagem do BNDES aumenta conforme o Brasil começa a ver números de crescimento econômico menos favoráveis, diz o jornal americano, com projeções do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano sendo reduzidas para a faixa de 3,5% a 4,%.

O jornal questiona ainda quanto do financiamento do BNDES acaba sendo utilizado para ajudar companhias brasileiras a adquirirem empresas fora do País. Um alerta que tem sido feito, reiteradamente, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.  “Como o Brasil se beneficia quando a JBS compra uma empresa americana que vende comida para consumidores americanos? Isso não impulsiona nossas exportações”, questionou o economista Mansueto Almeida em entrevista ao WSJ.


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14/06/2011
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