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“É preciso ter equilíbrio neste momento”, foi o apelo de Tasso Jereissati

23 de maio de 2017
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Da tribuna do Senado, o presidente interino do PSDB Nacional, senador Tasso Jereissati (CE), fez um apelo, nesta terça-feira (23/05), para o equilíbrio das forças políticas. No plenário, Tasso pediu que os aliados do governo e a oposição deixem as divergências de lado e busquem recompor a normalidade do Legislativo em respeito à sociedade e ao país.

“Vamos pensar no país. Nós não podemos difundir e espalhar esse ódio, este rancor imenso, que nós vimos aqui hoje nesta Casa, pelo país afora. Porque nós estaremos dando o pior exemplo que nós poderíamos dar para o país”, alertou Tasso.

Após momentos de tensão enfrentados minutos antes, durante a sessão para a leitura do relatório da modernização trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Tasso conclamou os colegas a refletir: “Eu queria chamar a todos à reflexão sobre esse momento difícil, e dizer, sinceramente, que espero que o bom senso e o equilíbrio baixem sobre esses senadores”.

Tasso chegou a temer pela própria integridade física diante da agressividade de alguns senadores de oposição contrários à leitura do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a modernização da legislação trabalhista.

“[Foi] uma demonstração de ódio, de rancor e intolerância total. Raiva. Eu fiquei impressionado com a raiva e o ódio que eu via nos olhos de alguns senadores. Eu não entendo o porquê. Em nenhum momento, fizemos nenhum tipo de agressão. De insinuação. E senti todo esse ódio, esse rancor, e senti, sinceramente, senhor presidente, temer pela minha segurança física”, lamentou o senador.

E lembrou o período em que esteve na oposição: “Eu passei praticamente 11 anos, aqui, na oposição. Várias vezes fui atropelado no meu pensamento. Várias vezes fui atropelado na minha maneira de ver as coisas. Nunca, nem vi nem sequer tive a audácia de pensar em não aceitar o resultado. Quanto mais fisicamente, indo à desforra física”.

Na tribuna, Tasso demonstrou a surpresa e decepção com as divergências vividas entre os senadores na CAE. “Nunca imaginei. Nem nos piores momentos que se passam aqui, eu imaginei que seria possível acontecer”, ressaltou ele, lembrando que a sessão na comissão começou pela manhã e que todos tiveram oportunidade de se posicionar.

O presidente interino do PSDB destacou que o relatório tem 168 emendas colocadas e que alguns senadores divergiram contra a leitura. “Colocamos em votação em acordo e de acordo com todos os senadores lá presentes da situação, da oposição, do PMDB, do DEM, do PSDB, do PT, do PCdoB, todos concordaram com a votação desse requerimento para que houvesse uma decisão”, disse ele.

O senador criticou a agressividade e violência registradas durante a sessão da CAE. “Em determinado momento, vários senadores vieram pra cima da mesa, aos gritos, incitando alguns militantes que tinham ido – alguns não, vários militantes que estavam dentro do plenário daquela comissão – a gritar palavras de ordem nos ofendendo, a gritar palavras de ordem nos injuriando, de uma maneira bastante agressiva, chegando ao ponto que, quando vieram para cima de mim, dois senadores, tomaram na violência física o microfone de minha mão e colocaram o dedo em riste em cima de mim e se debruçaram sobre a mesa”, relatou ele.

Em seguida, Tasso lembrou parte da sua trajetória na vida pública. “Tenho 30 anos de política, eu nunca vi isso na minha vida. Mas nem em palanques, naquela disputa quente das eleições, encontrando com adversários que todos conhecem, eu não vi esse tipo de violência”, disse ele. “Não existia isso. Foi a primeira vez que eu vi isso na minha vida.”

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