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Delcídio do Amaral diz ter cometido “sandice” ao tentar obstruir Justiça a pedido de Lula

16 de fevereiro de 2017
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O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, fala à imprensaBrasília (DF) – Em depoimento à Justiça Federal de Brasília nesta quarta-feira (15), o ex-senador e ex-líder do governo petista Delcídio do Amaral (MS) afirmou que cometeu uma “sandice” ao atender um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que visava evitar que o empresário José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente, fosse citado na Operação Lava Jato. Pelo caso, Delcídio, Lula, Bumlai e outras quatro pessoas foram indiciadas por obstrução de Justiça.

As informações são de reportagem publicada nesta quinta-feira (16) pelo jornal Valor Econômico. Segundo Delcídio, em uma reunião ocorrida em maio de 2015, Lula teria pedido a ele que buscasse uma solução para Bumlai, que estaria preocupado com o andamento da Operação Lava Jato. O ex-senador teria então tido a ideia de oferecer uma mesada à família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, para evitar que ele fechasse um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e acabasse citando Bumlai no processo.

Delcídio contou ainda que Lula estaria aflito com os efeitos bombásticos que a Operação Lava Jato poderia ter no governo, mas que não encontrava no Palácio do Planalto, comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff, um eco para suas preocupações. Consequentemente, o petista teria preferido tratar do assunto em uma reunião que teria contado com a presença de Delcídio e dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Edison Lobão (PMDB-MA).

“Ali ficou claro para mim que o ex-presidente já não tinha mais canal para tratar disso com o Palácio do Planalto”, disse Delcídio.

Na mesma ação também são réus o banqueiro André Esteves, ex-executivo chefe do BTG Pactual, o advogado Edson Ribeiro, o ex-chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Rodrigues, e o filho de José Carlos Bumlai, o empresário Maurício Bumlai. O ex-presidente Lula deverá ser ouvido pelo Justiça no dia 14 de março.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal Valor Econômico.

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