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Deputado Nilson Leitão convida sociedade para debate sobre o Código Florestal

11 de maio de 2012
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Brasília – A Câmara dos Deputados recebe, na quarta-feira (16), uma audiência pública sobre o Código Florestal. O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) explica que o evento tem como objetivo esclarecer pontos polêmicos sobre o Código – para o parlamentar, é preciso que a sociedade esteja devidamente informada sobre a lei.

O evento terá as exposições do relator do projeto, Paulo Piau (PMDB-MG), dos deputados Sarney Filho (PV-RJ) e Reinold Stephanes (PSD-RJ) e do pesquisador da USP Marcos Fava Neves.

Veja entrevista com Nilson Leitão sobre o encontro:


Transcrição da entrevista

Importância da audiência

É importante que a sociedade brasileira e principalmente o setor da imprensa nacional e regional possam estar esclarecidas do que é o Código Florestal, que foi aprovado na Câmara Federal, no Congresso Nacional. Ele vai ser vetado ou sancionado com a data máxima até o dia 25 de maio e por isso nós apresentamos esse requerimento que foi aprovado e acontecerá essa audiência pública dia 16 de maio, às 9h30 da manhã, na Câmara Federal, no plenário 2. O intuito dela é elucidar todas as dúvidas que imperam hoje nas mídias sociais, na própria imprensa, na sociedade civil organizada e principalmente nos setores mais interessados e que serão afetados pelo código.

Explicações para a sociedade

Eu acredito que é o grande momento de ter esse equilíbrio e essa audiência pública é justamente para poder explicar algumas desinformações e poder fazer realmente aquilo que é coerente para o Brasil, o que é possível fazer para o Brasil. Acredito que o código alcança 60, 70% do ideal e ainda temos que avançar mais 30% do ideal, porque o Brasil é um país continental de diferenças enormes. Você não pode comparar Minas Gerais com Mato Grosso, Santa Catarina com Roraima, são diferenças enormes. Nós temos as maiores reservas de parques de indígenas e de reservas ecológicas do mundo e somos o país mais rico hidricamente também do mundo.

Governo Dilma e o agronegócio

Eu acredito que o governo Dilma e também o governo Lula, eles fazem um contrassenso. Lá fora eles falam do Brasil quando se trata de um encontro econômico, como um dos países que mais produzem no mundo, com a capacidade enorme de ser o grande celeiro de sustentação econômica do alimento mundial. Mas, quando vai para uma outra reunião que é para discutir meio ambiente, penaliza o Brasil tomando atitudes antagônicas ao próprio discurso que eles mesmo fazem na questão da economia.

Se o agronegócio, se a produção, não só o agronegócio mas se a produção brasileira é o que equilibra a balança comercial, é que fez o crescimento do PIB ocorrer, porque se não seria negativo. Se essa é a grande menina dos olhos da economia brasileira e consegue fazer o Brasil avançar de forma lenta, mas avançar. Por que que penaliza com fiscalizações equivocadas, sem critério? Por que não cria critérios de avanço e de melhoria para que o agronegócio, o setor da alimentação e da produção possa render emprego, render aquilo que o Brasil tem potencial para ser? Por que não investe na logística, que é um gargalo que o Brasil produz de forma maravilhosa, mas na hora de poder escoar o seu produto, é um país de oitavo mundo. Não é nem de terceiro e nem de quarto.

Hidrovias

O que significa uma hidrovia, ela é 80% melhor do que uma rodovia em termos ambientais. O impacto é 80% menor em termos ambientais. Em termos do frete ela é 50% mais barato para poder transportar qualquer tipo de produto e inclusive combustível, a soja, o boi ou qualquer outro tipo de produto, mas ela também tem um detalhe interessante, a cada comboio de uma hidrovia com 15 barcaças ela substitui simplesmente mil e cinquenta carretas de soja por exemplo, em uma rodovia federal, estadual e assim por diante.

Necessidade de diálogo

Eu acho que não pode ter nada ao extremo. Agora é momento de ser brasileiro acima de tudo. Ser brasileiro, sentimento nacionalista de enxergar árvore de pé, mas enxergar aquela família que sofreu para desbravar aquela região. Enxergar árvore de pé, a fauna e a flora com toda a qualidade, com toda a necessidade de se manter preservada, mas entender também a necessidade das pessoas de comerem, de se alimentarem, de diminuir essa miséria. Nós ainda temos mais de 15 milhões de brasileiros vivendo em situação de miséria e é necessário falar disso, porque não tem nada mais antiecológico do que a miséria. Essa é a maior irresponsabilidade que pode ter um governo ou qualquer cidadão brasileiro.

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