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Coragem, atuação e reconhecimento às mulheres do Brasil, por Luiza Vercillo

25 de fevereiro de 2017
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(*) Luiza Vercillo

Comemoramos 85 anos da conquista ao direito do voto feminino em nosso país. O direito das mulheres de votar e serem votadas. De escolher quem, de fato, as representam.  Não foi uma luta fácil, foi difícil; muito difícil. As mulheres em todo mundo tiveram que batalhar muito. Tiveram que ser corajosas.
Naquele tempo, ser mulher e lutar pela condição de ser reconhecida exigia muita coragem. Ainda mais no Brasil que ainda se conhecia como colônia. A luta dessas mulheres teve nome e sobrenome. A luta dessas mulheres iniciou toda uma revolução nos direitos desse nosso Brasil. A luta dessas mulheres nos colocou em um importante pódio no mundo.

Fomos sim, um dos primeiros países do mundo a aprovar em lei o voto feminino. Isso nos colocou em uma posição de gala, graças a luta de mulheres como Leolinda Daltro, Bertha lutz, Gilka Machado e Maria Lacerda de Moura, dentre as pioneiras e aquelas que nem chegaram a ver a vitória. Infelizmente, na prática, o país não acompanhou a evolução do mundo e, nem, tampouco, a revolução das mulheres do mundo. Começamos bem, mas tivemos que recomeçar muitas vezes.

O mesmo governo Vargas que apoiou o voto feminino, em seu governo seguinte, cassou esse direito às mulheres brasileiras. Foi preciso recomeçar e lutar para resgatar o direito ao voto. Não fosse isso, já teríamos, pelo menos, uma representação no Congresso Nacional, Câmaras e Assembleias à altura do sacrifício de nossas pioneiras. Estaríamos celebrando a vitória, fruto do sacrifício de Bertha, Gilka, da nossa primeira eleitora, Celina Guimarães e de nossa primeira prefeita eleita Alzira Soriano que tiveram a coragem de se expor em tempos tão rudes.

Se depender de nosso partido, o PSDB, vamos lutar para ter a maior representação feminina deste e dos parlamentos regionais de nosso país. Essa é nossa mais importante luta. Queremos as mulheres nos representando em cada canto desse país.

O Brasil com todas suas dificuldades foi um dos primeiros países a conseguir, por lei, o voto feminino, isso antes da França e da nossa vizinha Argentina, por exemplo. Em Portugal e na Suíça, essa revolução veio muito depois. Entretanto, temos que homenagear a Nova Zelândia que em 1737, quase duzentos anos antes, fez uma revolução que transformou um pequeno país em uma grande nação, em termos de justiça e oportunidade para todos. Em 1893 mobilizaram 90.000 mulheres e mostraram para o mundo a força e o poder feminino.

No Brasil foram lutas constantes. Depois de conseguir votar e serem votadas, uma ditadura de esquerda lhes tirou esse direito. Mas aí, o país já conhecia essas mulheres maravilhosas e elas voltaram, voltaram para ficar.

Hoje é o dia mais importante da política do Brasil. Hoje é o dia das mulheres na política do Brasil. Hoje quero homenagear uma mulher excepcional que muito fez por todas as mulheres e famílias desse país.  Ela se chama Lygia Lessa Bastos, uma carioca que aos 24 anos foi eleita vereadora e ficaria na vida pública por quase quarenta anos.

Lygia foi também deputada estadual, deputada federal e autora do projeto que promoveu a abertura da academia brasileira de letras às mulheres que como várias instituições públicas e privadas desse país não permitiam a participação das mulheres.

Lygia também foi autora da regulamentação da profissão de artista que na época, por incrível que pareça, era considerada igual àquela da prostituição. Lygia abriu às associações e sindicatos de artistas, um espaço para que pudessem ser representados.

Mas foi como relatora e, sobretudo, a grande representante da comunidade da mulher brasileira que Lygia Bastos Lessa conseguiu aprovar a lei do divórcio no brasil.

Antes dessa lei, as mulheres, principalmente aquelas que se separavam por violência e abandono eram discriminadas pela sociedade civil desse país.  A lei do divórcio trouxe justiça e, acima de tudo, liberdade às mulheres do Brasil.

Tudo isso foi fruto de uma luta que começou quase um século antes com mulheres excepcionais como Nísia floresta que queria a educação, Gilka soares, Maria de Lacerda e Bertha Lutz, dentre outras -tão importantes quanto-, que lutaram pela liberdade e o direito ao voto.

Já que este é um dia de homenagem, que Lygia Lessa Bastos seja a nossa grande homenageada em todos os plenários dos quais participou. Que façamos valer sua luta e sua importância para o país.

Viva Lygia e todas as mulheres do Brasil.

(*) Luiza Vercillo é administradora de Empresas e presidente do PSDB Mulher/DF

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