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Hauly critica reajuste do salário mínimo na Venezuela e lamenta “caos” econômico promovido pelo governo de Maduro

9 de janeiro de 2017
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luiz-carlos-hauly-foto-psdb-na-camaraVivendo uma das maiores crises econômicas de sua história, a Venezuela aumentará em 50% o valor do salário mínimo pago no país, que passará a valer 40.638 bolívares, ou US$ 60, de acordo com a taxa oficial adotada no país, muito superior aos valores do mercado paralelo utilizado pela população. De acordo com essa cotação do “mercado negro”, o reajuste no salário pago ao trabalhador venezuelano é de apenas US$ 12, como destaca matéria publicada pelo site da revista Veja nesta segunda-feira (9).

O anúncio do reajuste no salário mínimo foi feito pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, neste domingo, durante a primeira transmissão de seu programa semanal no canal estatal VTV neste ano. A reportagem revela que este é o quinto aumento no salário mínimo na Venezuela no período de um ano. Os frequentes aumentos, no entanto, são completamente corroídos pela inflação, que deve chegar a incríveis 475% em 2016.

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), 1º vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, lamentou a situação vivida pelo país vizinho, que durante os anos dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foi um dos principais aliados do Brasil no continente. Para o tucano, o estado caótico vivido pela Venezuela é reflexo da gestão bolivariana de Maduro à frente da economia.

“A administração do Maduro tem uma proeza: ela é pior do que o governo da Dilma, muitas vezes pior. Destruiu a economia, destruiu os empregos, os salários, e agora fica brincando de mexer em salário mínimo sem ter a devida contrapartida econômica. É um caos. Lamentavelmente, a Venezuela, um país vizinho, amigo, irmão, passa pelo período mais terrível da sua história”, avaliou o parlamentar.

Para Hauly, a difícil situação enfrentada pela população venezuelana, que inclui falta de produtos básicos como alimentos e remédios, deve ser enfrentada pelo próprio povo e parlamento da Venezuela, uma vez que, mesmo recebendo sanções do Mercosul, o governo de Maduro segue sua rotina de violações de direitos humanos e liberdades individuais.

“Só o povo e o Congresso venezuelano podem tomar o rumo para resolver esse problema. Não tem outra forma. Nós não podemos intervir, há uma cláusula de não interferência entre as nações, então não interferimos na política interna. Mas opinamos. Nada impede que eu opine, recrimine, condene – como tenho feito -, mas nós não podemos fazer nada a não ser lamentar e fazer as críticas que fazemos a esse governo incompetente e ditatorial que tomou conta da Venezuela e destruiu a economia, os sonhos e a esperança do povo venezuelano”, concluiu o deputado federal.

Clique aqui para ler a matéria da revista Veja.

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