Melhora na percepção de risco leva empresas a reduzir dívidas e investir

Imprensa - 01/11/2019

O risco-país do Brasil caiu ao menor nível desde maio de 2013, um mês antes do início da onda de protestos que marcou o início da crise econômica no país.

Segundo matéria publicada no jornal O GLOBO, essa foi a 15ª queda consecutiva do indicador, a maior sequência já registrada, embalada pela aprovação da reforma da Previdência e pelo cenário de queda de juros.

Com a melhora na percepção de risco, as empresas estão aproveitando para levantar recursos a custo menor, reduzir o endividamento e investir. Nesse cenário, nunca captaram tantos recursos junto a investidores no mercado doméstico quanto agora.

De acordo com a Anbima, associação que reúne entidades financeiras, 44,3% dos recursos captados por meio de debêntures serão destinados a refinanciamento ou recompra de títulos antigos. Mas 24,7% serão usados para investimento ou compra de participação societária.

A redução da taxa básica de juros (Selic) também barateou o custo das dívidas das companhias. Há empresas captando recursos com juros de cerca de 6%. No auge da crise, com a Selic em 14,25%, houve empresas captando a taxas próximas de 20%.

Como a capacidade ociosa das companhias ainda está elevada, há menor necessidade de investimentos, o que permite a redução do endividamento. Em 2015, a dívida líquida das empresas brasileiras equivalia sua 3,1 vezes a geração de caixa anual. Hoje, a relação está em 2,5 vezes, e a expectativa de Storino é que o patamar recue a 2,3 vezes no ano que vem — nível já considerado saudável por analistas.


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01/11/2019
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