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Entrevista do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves – Cascavel (PR)

24 de setembro de 2015
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Assuntos: Filiações no Paraná, Petrobras, negociação de cargos federais, oposições.

aecioneves-entrevistaQuero dizer da importância deste ato para o PSDB que mais do que um partido político é cada vez mais, para a maioria dos brasileiros, a principal alternativa para que possamos encerrar este ciclo perverso do governo do PT, que desmoralizou o Brasil pelo seu descompromisso com a ética, por valores e princípios que nos levou a ter retrocessos na economia e em avanços sociais que não tínhamos visto ainda na nossa história. Portanto, a filiação hoje deste extraordinário número de prefeitos, também de outros vice-prefeitos, vereadores, lideranças da sociedade, da academia, é a demonstração do vigor porque passa o PSDB em todo o país.

Devo sempre uma palavra de agradecimento ao governador Beto Richa pela sua permanente solidariedade ao PSDB, aos seus companheiros e à boa política. Dizia agora há pouco, para nós isso já é visível, mas dentro de pouco tempo, principalmente no ano que vem, o Brasil perceberá que o esforço do governador Beto Richa para reorganizar o Estado, reorganizar o funcionamento da máquina pública, e resgatar as condições de investimento do Estado, fará com que no ano que vem, anotem o que estou dizendo, o Paraná seja o estado brasileiro que proporcionalmente a sua receita maior volume de investimento vai fazer.

Já começamos a assistir estados com a situação fiscal deplorável, atrasando inclusive a folha salarial, outros avançam nesta mesma direção. O esforço que fez Beto Richa, e eu reconheço até incompreendido em determinados instantes, se mostrará a salvação.

Sobre Petrobras

A Petrobras é hoje a mais endividada das empresas no mundo inteiro, fora o sistema financeiro. E o que vem ocorrendo é que ela perdeu a capacidade de diminuir esse endividamento. Coloca hoje no seu projeto de privatização, vejam bem que curioso, aqueles que nos acusavam de privatistas, somados todos os ativos da Petrobras que o PT – não por uma visão estratégica da necessidade de parceiro privados, mas para sobrevivência, para diminuir seu endividamento – cerca de US$ 60 bilhões. A privatização que está em curso na Petrobras, anunciada por esse governo, é maior do que a privatização de todo setor de telecomunicações, conduzido no governo do presidente Fernando Henrique.

Sobre negociação de ministérios pelo governo e o PT.

Os jornais de todo país estampam as negociações conduzidas pela presidente da República para diminuir o tamanho da máquina pública, aquilo que ela desdenhava durante a campanha eleitora e agora faz pelas pressões enormes que vem recebendo. Mas, ao invés de aproveitar as oportunidades para requalificar a máquina pública, colocar pessoas qualificadas em cada uma das áreas, sobretudo aquelas que dizem respeito à vida cotidiana das pessoas, como a Saúde por exemplo, ela transforma o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, em um balcão de negócios. Ela está trocando pastas importantes como a Saúde e Infraestrutura por 20, 30 votos na Câmara dos Deputados. Esse, a meu ver, é o início do fim de um governo que não tem mais um projeto para o país, a não ser a sua sobrevivência.

Sobre papel da oposição.

Quando se tem uma eleição, alguns vencem e outros perdem. Os que vencem têm a responsabilidade de governar, o que esse governo vem fazendo muito mal, inclusive em alguns momentos se abstendo de fazer, transferindo para o Congresso a responsabilidade de fazer cortes ou gerar receitas que ele não teve a coragem de fazer. Cabe à oposição fiscalizar as ações do governo, denunciar as irregularidades do governo e discutir, no âmbito do Congresso Nacional, as medidas que sejam importantes para o país. É o que nós estamos fazendo, com absoluta responsabilidade. O PT tem uma vantagem em relação ao PSDB e essa é insuperável. É que o PT tem a nós, do PSDB, na oposição, e não ao PT na oposição. O PT que acreditava no quanto pior, melhor, que considerava vício de origem tudo o que vinha do governo, que votou contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós estamos discutindo cada matéria, e vamos votá-la com enorme responsabilidade, mas quem foi eleito para governar, para dar solução a essa crise é o governo do PT.

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