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“Haddad é um novo ‘Dilmo’. O Brasil sabe no que isso deu”, alerta Bruno

12 de setembro de 2018
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Fotos: Rafael Martins

Candidato ao Senado pela Coligação “Pernambuco Vai Mudar”, Bruno Araújo (PSDB) foi o sabatinado desta quarta-feira (12/09) na série que a CBN Recife promove com os postulantes à Câmara Alta. Instigado a comentar a decisão do PT de assumir a candidatura presidencial de Fernando Haddad – considerando que o ex-presidente Lula está inelegível pela Lei da Ficha Limpa e preso em Curitiba (PR) – o tucano fez um alerta: “Haddad é um novo ‘Dilmo’. O Brasil sabe no que isso deu”.

“O ex-presidente Lula, da cadeia, vinha anunciando seu candidato, na minha opinião um novo “Dilmo”. O Brasil sabe no que deu há 8 anos, quando Lula apresentou a ex-presidente Dilma. Aliás, o PT também sabe e vem escondendo a Dilma. Esconderam ela em Minas Gerais, Dilma não aparece em programa de ninguém, e mais, Dilma sequer foi lembrada para a presidência da República. Se alguém pensar em um senador que combate o populismo e o PT, esse candidato sou eu”, afirmou.

Afastada do poder pelo processo de impeachment – previsto na Constituição brasileira – a petista Dilma Rousseff é candidata ao Senado por Minas Gerais. Abordado sobre o dispositivo que a afastou da presidência, denominado de “golpe” pelo PT, Bruno Araújo contestou: “O PT criou a narrativa do golpe democrático, do golpe pelo voto”.

“Se vale essa narrativa do golpe do PT, por que ela não vale para Marília Arraes (afastada da disputa ao governo de Pernambuco pelo PT)? Por que não vale para a aliança com Paulo Câmara, que junto com outros partidos viabilizou votos para afastar Dilma? Essa narrativa não vale para colocar na chapa um deputado que votou pelo impeachment que é Jarbas Vasconcelos? Se a narrativa do golpe valer, desmoraliza a chapa Humberto, Paulo Câmara e Jarbas Vasconcelos”.

Abaixo, os demais temas abordados na sabatina da CBN Recife com o candidato a senador Bruno Araújo:

“Jarbas e Humberto pedem voto um para o outro por oportunismo”

Há um conforto entre mim e Mendonça, nós pedimos votos um para o outro de forma desencabulada, com coerência. Estamos na mesma construção política. Jarbas e Humberto pedem voto um para o outro por oportunismo. Até pouco tempo, Jarbas dizia que o Bolsa Família era esmola, festejava a prisão de Lula, votou pelo impeachment de Dilma, seguramente isso traz constrangimento pra ambos. E tem mais: Jarbas é do partido do Temer, Paulo Câmara foi buscar o PMDB de Temer para sua aliança, Jarbas recebeu recursos do PMDB de Temer para sua campanha… No meu campo não há incoerência.

“Desistir do Senado? Além de fake news é contrapropaganda. Isso mostra que estamos incomodando alguém”

Eu entrei na disputa ao Senado há 30 dias. Essa história de que vou desistir, além de ser fake news (notícia falsa) é contrapropaganda. Seguramente há esse boato porque a gente está incomodando alguém. Dos cinco candidatos (ao Senado) que pontuam melhor (nas pesquisas), eu sou o único que nunca disputou uma campanha majoritária. Eu tenho 20% de conhecimento com quase 10% de intenção de voto, ou seja, de cada dois que me conhecem um vota em mim. O desafio é me fazer conhecido numa eleição fria, com a população distante, num processo eleitoral curto, a redução é muito grande. Uma coisa é certa, onde passo e deixo minha mensagem fica algo plantado.

“Serei julgado pela minha coerência política, nunca por ter sido vacilante e frouxo”

Fui chamado para ser ministro num dos momentos mais difíceis do país, numa crise financeira, e deixei 20 mil casas. Humberto Costa foi ministro da saúde num momento de bonança e não construiu um hospital. Quem votou em Temer foram eles. Foi o PT que escolheu Temer para ser vice-presidente por duas vezes. Cumpri uma missão política: o Minha Casa, Minha Vida estava parado, com cinco meses de obras paralisadas, eu botei para andar, deixei mais de 2 bilhões de reais na conta da Caixa para pagamento das obras, mais de 100 milhões de reais em obras de contenção de encostas em toda a Região Metropolitana. Eu olho para trás e vejo que valeu a pena sim passar pelo ministério e ter ajudado meu Estado. Fui convocado pelo Congresso Nacional para me explicar porque levei tantos investimentos para Pernambuco. Eu prefiro ser julgado pela minha coerência política, as pessoas podem até discordar de meus posicionamentos. Mas ninguém vai me julgar por ser vacilante, frouxo e que se arrepende por ocasião eleitoral.

“Tenho orgulho de ser um parlamentar que entregou resultados à sociedade”

Fui um bom ministro e tenho uma respeitada vida parlamentar. Se a população mais carente, que é a grande parte, compra hoje um produto da Cesta Básica, não paga imposto por quê? Porque o deputado Bruno Araújo é autor da lei que tirou os impostos da Cesta Básica. Se a gente fala em recuperar credibilidade do Congresso, eu assinei o projeto de emenda à Constituição que reduz o número de deputados e senadores, o que vai gerar uma economia de 5 bilhões de reais a cada 4 anos. Se cortamos na própria carne, teremos credibilidade para cobrar dos demais poderes a gordura e os exageros que eles têm. Se falarmos em Ciência e Tecnologia, quem segue hoje o padrão de Ciência e Tecnologia é porque eu fui autor do projeto que cria o Código de Ciência, Tecnologia e Inovação que regula tudo isso. Tenho orgulho de ser um parlamentar que entregou resultados à sociedade. Tenho vontade, história. O Senado não é lugar para aposentadoria. Se eu tiver a honra de ser o mais novo senador da história do Estado, vou representar Pernambuco com firmeza.

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