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“Esperança de um 2015 melhor”, por Horácio Lessa Ramalho

Falta de reforma política, atrelada à crise, faz da Câmara Legislativa do DF uma casa sem qualquer ressonância com a sociedade

Acompanhe - 14/02/2013

Camara Legislativa Foto George Gianni PSDBBrasília – Ao final de 2009, Brasília viveu uma das maiores crises do país. Essa crise afetou todo o processo eleitoral de 2010 que resultou em diversas peculiaridades. A falta de uma reforma política atrelada a essa crise, faz hoje da Câmara Legislativa do Distrito Federal uma casa sem qualquer ressonância com a sociedade.

Vivemos um governo extremamente mal avaliado, graves crises na saúde, na educação e na infraestrutura. Em praticamente todas as área torna-se evidente a má gestão do PT à frente do Governo do Distrito Federal. Cabe ressaltar, a obra do Estádio Nacional para a Copa do Mundo vai muito bem, obrigado. O custo já passou de R$ 1,3 Bilhão. Todos esses problemas não foram empecilhos para que o governo tivesse maioria absoluta na Câmara Legislativa, sua base aliada chega a 90% dos nossos representantes. A falta de uma legislação melhor sobre questões como fidelidade partidária facilita o ‘troca-troca’ de partidos para atender a interesses pessoais ou de grupos. Para se ter ideia foram nove trocas de partidos na atual legislatura, com um deputado com direito de filiar-se em outro, totalizando 10 trocas de partidos entre 24 parlamentares, ou seja, mais de 40% dos representantes do DF trocaram de partido. Outro dado relevante é a migração entre eleitos na coligação que seriam teoricamente de oposição para a base governista: seis deputados mudaram de lado.

Sem sombra de dúvidas, a demora na reforma política afeta o Brasil por completo. Acredito que casos tão emblemáticos como os do DF deveriam acelerar mais essa reforma que a sociedade tanto clama. Adoção de questões como fim das coligações partidárias, endurecimento da fidelidade partidária e programática, mudanças no acesso ao fundo partidário e tempo de rádio e TV, por fim a mudança para o voto distrital moralizariam mais o nosso sistema eleitoral. Quem sabe assim não só o Distrito Federal poderá comemorar uma mudança para melhor em 2015, mas todo o Brasil.

Horácio Lessa Ramalho é cientista político e vice-presidente da JPSDB/DF

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14/02/2013