“Virando a página da perseguição ao Paraná”, por Ademar Traiano

Artigos - 19/01/2017

ademar-traiano-paranaDurante os anos em que o governador Beto Richa (PSDB) conviveu com os governos federais do PT o Paraná enfrentou uma perseguição selvagem. Movidos pela ideologia, por ambições políticas menores, hierarcas petistas submeteram o estado a todo tipo de dificuldade.

Prova dessa fúria insana foi a demora do empréstimo do Programa Paraná Seguro, de US$ 67,2 milhões (R$ 215 milhões), junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que agora será liberado. É dinheiro para a segurança pública, mas levou cinco anos pelo governo federal!

O PT bloqueou esse e outros empréstimos cruciais. Caso emblemático é o do Proinveste (Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal), no qual o Paraná tinha direito a recursos da ordem de R$ 817 milhões.

Quando todos os estados já haviam recebido o dinheiro, os recursos só começaram a ser liberados para nós depois de o Paraná entrar na Justiça, movendo ações junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo, inclusive, a prisão do então ministro da Fazenda, Guido Mantega.

As evidências de perseguição são flagrantes. Entre 2011 e 2016, o Paraná ficou em último lugar na liberação de empréstimos entre todos os estados brasileiros.

Por trás dessa fúria contra o estado estava um projeto político partidário e pessoal. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que chegou a ocupar a Casa Civil do governo Dilma, era candidata ao governo do Paraná.

Gleisi disputou a eleição em 2014 e teve um desempenho pífio: 14% dos votos. A população se deu conta, e não aceitou os métodos que usou para criar dificuldades para o Paraná na esperança de produzir facilidades para sua carreira política.

Apesar dessa perseguição absurda, o Paraná é hoje o estado com o melhor equilíbrio fiscal. Esperamos ter virado, definitivamente, essa página sombria.

* Ademar Traiano é deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e presidente do PSDB do Paraná.


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19/01/2017