Um cardápio indigesto

Editorial - 10/12/2021

Confira a análise do PSDB

O fim de ano do brasileiro será servido com cardápio indigesto. O país termina 2021 com uma inflação de dar medo, juros novamente na estratosfera e uma recessão que parece estar apenas começando.

A semana foi pródiga em más notícias. Na quarta-feira, 8, o Banco Central escalou um pouco mais a já aterrorizante taxa básica de juros brasileira. A Selic foi a 9,25% ao ano, deve subir de novo em fevereiro e aponta juro real que agora só perde para o da Turquia no ranking mundial da usura.

Hoje, veio mais um índice de inflação salgado. Com o IPCA de 0,95% de novembro, o acumulado em 12 meses bateu em 10,74%, maior desde novembro de 2003, segundo o IBGE. São percentuais dignos da época de Dilma Rousseff e sua contabilidade criativa.

Essa mistura apimentada de inflação e juros, temperada com populismo e irresponsabilidade fiscal, está corroendo a economia real e jogando água no moinho do desemprego, que cedeu um pouco neste ano, mas ainda vitima 13,5 milhões de pessoas.

Com dois trimestres de PIB negativo, a economia do Brasil está tecnicamente em recessão e é difícil achar quem preveja melhora ao longo de 2022. O mais provável é que a produção nacional volte a andar para trás, esticando mais a já longa década perdida do petismo.

O país não aguenta mais quatro anos desse zigue-zague. Tampouco sobrevive o retorno ao passado de destruição que marcou os governos petistas. O Brasil clama por um governo que seja funcional, para voltar a crescer, gerar riqueza e emprego, com responsabilidade e justiça social.


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10/12/2021