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Goldman: política externa do Brasil é tratada de maneira leviana

Acompanhe - 18/01/2013

Alberto Goldman Foto George Gianni PSDBBrasília – Dois pesos, duas medidas. É assim que o governo brasileiro trata sua política externa. Quando o então presidente Fernando Lugo foi deposto do poder em junho de 2012 pelo Senado do Paraguai sob a justificativa de que o mandatário apresentava “fraco desempenho de suas funções”, a presidente Dilma Rousseff condenou o ocorrido e o Brasil promoveu a suspensão do país do Mercosul, medida que possibilitou a inclusão da Venezuela no bloco.

Agora, com a polêmica sobre a permanência de Hugo Chávez na presidência venezuelana, mesmo internado em Cuba tratando de um grave câncer, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota afirma que é a população daquele país que deve decidir qual caminho tomar.

“A luta pelo poder ocorre em todos os cenários, mas o importante é que ela ocorra respeitando a lei e os preceitos que cada país estabelece. Confiamos que a situação, seja qual for seu resultado, evolua de acordo com a institucionalidade com o mínimo de sobressaltos para que a sociedade venezuelana possa se reorganizar no prazo mínimo”, disse Patriota em entrevista ao jornal O Globo.

O vice-presidente nacional do PSDB, Alberto Goldman, ressalta a maneira dúbia com que o Brasil se relaciona com países, de acordo com a situação. “É uma contradição do governo que, quando lhe interessa, defende autodeterminação e quando não, interfere criticando as decisões. É só mais uma demonstração da forma leviana com a qual a política externa é tratada”, diz.

 


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18/01/2013