Dilma custa ao Brasil o dobro que a rainha Elizabeth II aos seus súditos

Gastos com palácios em Brasília e viagens da presidente somaram R$ 390,3 mi no ano passado. Monarquia britânica consumiu o equivalente a R$ 196,3 mi

Acompanhe - 19/10/2015

RSF_Dilma_Sucecia._Foto_Roberto_Stuckert_Filho_03Brasília (DF) – Apesar de ter prometido aos brasileiros reduzir o seu salário, do vice-presidente da República e de 31 ministros a partir de novembro, a economia que a presidente Dilma Rousseff espera obter é mínima, comparada aos gastos crescentes da estrutura do governo. Segundo reportagem publicada neste domingo (18/10) pelo jornal O Globo, Dilma já custa aos brasileiros praticamente o dobro do que a rainha Elizabeth II e a família real britânica custam para os seus súditos.

De acordo com a publicação, a monarquia britânica consumiu, em 2014, o equivalente a R$ 196,3 milhões, segundo relatório anual da Casa Real. Somente os gastos com os palácios em Brasília e as viagens da presidente somaram R$ 390,3 milhões no ano passado, segundo dados do Portal da Transparência.

Na última década, a Presidência da República se tornou um agrupamento de dezenas de organismos, fundos e secretarias extraordinárias. O gasto da inchada estrutura foi de R$ 9,3 bilhões no ano passado – 210% a mais que em 2005. As despesas do núcleo administrativo diretamente vinculado à Dilma foram de R$ 747,6 milhões.

Para o deputado federal Daniel Coelho (PSDB-PE), o aumento dos gastos públicos promovido pela gestão petista desde o início de sua administração contribui para “uma crise econômica e política sem precedentes”.

“O governo tenta aumentar impostos, sacrificar direitos trabalhistas, mas não diminui seu custeio. É inadmissível, principalmente em um momento como esse, que o governo continue achando que para suas contas o Estado, ou o dinheiro público, é infinito, quando não é. Esse é mais um motivo de revolta para a população brasileira, principalmente no momento onde o governo pede sacrifícios a toda a população e não faz o mínimo sacrifício, não demonstra bom senso”, afirmou.

Luxo e privilégios

Em Brasília, a rotina de Dilma Rousseff fica circunscrita a um raio de 15 quilômetros: trabalha no Palácio do Planalto, mora no Palácio da Alvorada e passa fins de semana na Granja do Torto. Segundo O Globo, só a irrigação e a jardinagem do Alvorada consomem R$ 4 milhões anuais. Os serviços de manutenção dos prédios da Presidência, que abrigam multidões de servidores, somam R$ 220 milhões por ano.

Há desde despesas enormes, como os R$ 3 bilhões ao ano gastos em policiamento privado, até as mais prosaicas, como os R$ 9,7 mil pagos a quatro camareiras que lavam as roupas do vice-presidente Michel Temer, sob compromisso de “sigilo de informações”. Também são gastos R$ 7,8 mil para o tratamento semanal da piscina do Palácio do Jaburu, onde Temer reside.

O luxo e a fartura também estão presentes nas cozinhas dos palácios. Os gastos com alimentação no Planalto somam R$ 16 milhões anuais. Destes, R$ 1,3 milhão fica reservado para a despensa, cardápios sob encomenda e a adega da presidente, com capacidade para 2.000 garrafas. Mas um dos cardápios mais caros, por incrível que pareça, não é o do palácio, e sim o do serviço de bordo do avião presidencial: R$ 2 milhões anuais.

O gasto já foi ainda maior. Em 2006, o ex-presidente Lula gastou R$ 3,7 milhões. O padrão do cardápio em voos, que foi preservado por Dilma, conta com uma variedade de carnes, entre elas coelho assado, costeleta de cordeiro, rã, pato, picanha e peixe, café da manhã, frutas, canapés de caviar, camarão e salmão defumado.

‘Demagogia barata’

Para o deputado Daniel Coelho, diante dos gastos homéricos da Presidência da República, a promessa de Dilma de cortar 10% do próprio salário – que é de R$ 26,7 mil mensais – não passa de “demagogia barata”.

“Dilma esteve nos Estados Unidos e pagou US$ 11 mil, que no câmbio atual dá cerca de R$ 45 mil, na diária do hotel onde se hospedou, e vem falar em cortar 10% do salário. Isso é uma demagogia barata, rasteira e não tem nenhum impacto, porque o custo não está indecente no salário dela, ou de 30 ministros. O custo está no desperdício, nas mordomias, no gasto sem controle”, destacou.

“Essa demagogia barata não vai resolver o problema do país, e na verdade não convence absolutamente ninguém. A população já está consciente do que está ocorrendo hoje no país. Acho até que pega mal, porque passa a tentativa de enganar a população com medidas como essa: populistas e demagógicas”, completou o tucano.


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19/10/2015