Herança maldita: Desemprego sobe e deve chegar a 14% este ano, diz Meirelles

De acordo com a última PNAD Contínua, o nível de desocupados atingiu 10,9% no primeiro trimestre

Acompanhe - 19/05/2016
140926-mercado-trabalho-desemprego (1)Brasília (DF) – Em virtude do legado de má gestão e recessão deixado pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff, o desemprego deve chegar a 14% este ano. A projeção foi feita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em reunião com centrais sindicais e com o presidente em exercício Michel Temer, nesta segunda-feira (16). Segundo o ministro, a gestão da petista deu pouca atenção à questão do emprego – o que, na prática, deixa uma “herança maldita” para o governo Temer. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Meirelles lembrou que no início do governo da petista a taxa de pessoas desocupadas era próxima de 5% – na época, a taxa era medida pela Pesquisa Mensal de Emprego, que restringia os resultados às principais capitais do país.

Para o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB-SP), o aumento do desemprego é a mais cruel das consequências da herança deixada pelo governo do PT. “Estamos falando de sair de 11 milhões de desempregados para beirar os 15 milhões. É um problema social gravíssimo. O PT foi um cozinheiro de despensa cheia, torrou tudo o que encontrou e deixa um rombo violento para quem vem depois. Temos uma policrise econômica, política, ética, moral e de identidade, tudo isso agravado por um quadro de inflação subindo cada vez mais. É lamentável”, afirmou.

De acordo com o último levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, o nível de desocupados subiu em todas as grandes regiões do país no primeiro trimestre deste ano em relação mesmo período de 2015. Considerando todos os locais, a taxa atingiu 10,9%.

A reportagem informou que, no Nordeste, a taxa passou de 9,6% para 12,8%, no Sudeste, de 8% para 11,4%, no Norte, de 8,7% para 10,5%, no Centro-Oeste, de 7,3% para 9,7%, e no Sul, de 5,1% para 7,3%.

Na avaliação do tucano, é necessário trabalhar “imediatamente” a confiança do país para retomar o equilíbrio das contas públicas. “Precisamos criar um ambiente de investimentos que dê segurança para o setor privado investir no país, tanto em novos empreendimentos que possam gerar mais postos de trabalho, quanto em parcerias público-privadas. É a única maneira de poder reerguer o Brasil depois desse estrago feito pelo PT”, completou.
Entre os estados, a Bahia registrou o maior índice de desemprego: 15,5%, a maior taxa da série, que teve início em 2012. Outros estados também mostraram índices de desocupação recordes. Em São Paulo, o indicador ficou em 12% No Amapá e no Rio Grande do Norte, chegou a 14,3%.

Faixa etária
A taxa de desocupação entre pessoas de 18 a 24 anos ficou acima de 25% nas regiões Sudeste (25,5%) e Nordeste (27,4%), maior do que a média nacional. A mais baixa, por outro lado, foi observada na região Sul (17,2%).

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19/05/2016