Brasil redescobre FHC, um de seus maiores estadistas
Crédito da foto: arquivo Fundação Fernando Henrique CardosoO Brasil vai redescobrindo seu maior estadista dos últimos 60 anos. A condenação de Jair Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal) trouxe luz a um fato que nos assusta: desde a redemocratização, apenas um presidente eleito não foi preso, condenado ou sofreu impeachment.
Apenas Fernando Henrique Cardoso passou ileso pelos seus oito anos de mandato na Presidência da República. Foram, aliás, os oito anos mais importantes da história recente do Brasil, o período que fundou as bases para que o país se desenvolvesse e figurasse hoje entre as maiores e mais importantes economias do mundo.
A estabilidade econômica trouxe ao país uma justiça social nunca antes vista ao controlar a inflação, o mais perverso dos impostos, pois amplia ainda mais a desigualdade. Não fosse esse equilíbrio liderado por Fernando Henrique Cardoso, primeiro como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, depois como presidente da República, talvez a jovem democracia brasileira não estivesse tão consolidada no Brasil como está hoje.
O programa econômico de FHC permitiu ao país avançar nos programas sociais. Foi no governo de Fernando Henrique Cardoso que foram implementados os primeiros programas de transferência de renda, depois reunidos sob o nome de Bolsa Família. A criação do Fundeb permitiu o avanço da educação. A consolidação do SUS melhorou as condições de saúde da população, especialmente as mais pobres, onde atua o Programa de Saúde da Família, também criação do governo FHC.
São inúmeras as políticas públicas construídas no período em que o PSDB governo o Brasil. A criação das agências reguladoras, a política que permitiu que todos os brasileiros tivessem telefones em suas mãos, o sistema de transplantes e tantos outros benefícios que levaram o Brasil ao patamar em que estamos.
Fernando Henrique é um dos maiores estadistas da história brasileira, talvez equiparado apenas a Juscelino Kubitschek. Resultado do trabalho de um homem público que sempre pensou não apenas nas próximas eleições, mas nas próximas gerações.
Marconi Perillo, presidente nacional do PSDB



