Vacina da dengue é contraindicada para quem nunca teve a doença, alerta Anvisa

Saúde - 24/08/2018

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quinta-feira (23) contraindicar o uso da vacioença. A medida foi lançada após estudos feitos pelo laboratóna da dengue em pessoas que nunca tiveram contato com nenhum dos quatro sorotipos do vírus da drio Sanofi Pasteur – produtor da vacina – apontarem risco de que pessoas que nunca tiveram a doença desenvolvam formas mais graves de dengue caso sejam infectadas pelo mosquito Aedes aegypti.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo desta sexta (24), o resultado faz parte de um estudo de monitoramento da Sanofi em pacientes que receberam a vacina na fase de estudos clínicos, responsáveis por avaliar a eficácia e segurança do produto.

Em novembro de 2017, a Anvisa já havia inserido uma advertência na bula recomendando que pessoas soronegativas para a dengue não tomassem a vacina, conhecida como Dengvaxia.

Na época, a agência alegou que a medida ocorria como cautela até que fossem feitas novas avaliações sobre o caso. “Hoje, essa precaução se transforma em uma contraindicação à vacina para quem nunca teve o vírus”, explicou a diretora de autorizações e registros da agência, Alessandra Bastos Soares.

Segundo ela, até novembro do ano passado, a vacina era indicada para pessoas de 9 a 45 anos que moram em áreas endêmicas, independentemente ou não de já terem tido a doença.

Após os estudos e avaliação de relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina continua a ser indicada para esse grupo – desde que haja confirmação de que a pessoa é soropositiva para dengue. “É fundamental que seja feita a sorologia do paciente”, diz Alessandra.

Na avaliação dela, o ideal é que profissionais de saúde peçam exames antes de indicar a vacina. Em outra mudança, a Anvisa também passa a definir como “área endêmica” todos os municípios onde 70% da população ou mais já foi infectada por um dos quatro sorotipos da dengue.

O prazo para que as bulas sejam alteradas é de até 30 dias. No caso de vacinas já distribuídas, a ideia é que novo documento seja enviado às clínicas até o fim desse período.

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24/08/2018