Ferraço propõe voto de censura contra Venezuela

Notícias - 07/08/2017

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) propôs um voto de censura contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pela adoção de medidas que contrariam os preceitos democráticos. A proposta conta com o apoio de 28 senadores de diferentes partidos políticos. O plenário deve decidir sobre o voto de censura nos próximos dias.

Para o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), o ideal seria aprovar de forma definitiva a exclusão da Venezuela do Mercosul – bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e tem como países associados Bolívia e Venezuela. “Uma ação diplomática bastante efetiva contra esse governo”, Anastasia.

No último sábado, os chanceleres do Mercosul aprovaram a suspensão – provisória – da Venezuela do bloco econômico.

O voto de censura, proposto por Ferraço, foi provocado pelas prisões do líder da oposição Leopoldo Lopes e do ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, assim como os atos de afronta cometidos contra a Assembleia Legislativa venezuelana.

Agravamento

Depois de o Mercosul suspender os direitos políticos da Venezuela do bloco,  chanceleres da América do Sul vão se reunir nesta terça-feira (8), em Lima, no Peru, para discutir a situação do país governado por Nicolás Maduro. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) participará do encontro.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a reunião foi convocada pelo governo peruano com o “objetivo de reforçar o diálogo regional diante do agravamento da crise venezuelana”.

Na reunião em Lima, conforme a nota do MRE, o governo brasileiro vai aproveitar para reforçar os motivos da decisão adotada no sábado. O Brasil ainda vai ressaltar que “as últimas ações do governo de Nicolás Maduro, como a convocação de uma assembleia constituinte ilegítima, confirmaram, uma vez mais, a ruptura da ordem democrática no país vizinho”.

O Brasil buscará, ao lado dos demais países reunidos em Lima, o envio de uma mensagem de “solidariedade” aos venezuelanos.

*Com informações da Rádio Senado e do G1.


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07/08/2017